quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

“2012”: Nossa Senhora anunciou que não vivemos no fim do mundo mas num preâmbulo do triunfo divino


Nossa Senhora afastou a ideia do fim do mundo na nossa época

São também numerosas as advertências de Nossa Senhora para nosso mundo revolucionário e pecador que, se não fizer penitência, atrairá sobre si grandes calamidades.

Porém, em meio a estas calamidades corretivas, sua misericórdia converterá as almas ainda sensíveis ao apelo à penitência e as conduzirá ao Reino de Maria.


Em La Salette

A Santíssima Virgem foi muito explícita nesse sentido no Segredo de La Salette, comunicado em 1846 e publicado em 1858:

domingo, 16 de dezembro de 2012

“Sou eu, Jesus... Venho te visitar”. Um conto de Natal

Pedindo esmola. Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.
Pedindo esmola.
Alexandre-Gabriel Decamps (1803-1860), col. part.
Paul está sentado nas pedras frias da escadaria da Igreja de São Tiago, numa pequena cidade da Baviera (Alemanha). Como sempre, encontra-se ali pedindo esmolas.

Antes das Missas, abre a porta da igreja para os fiéis e lhes sorri amavelmente, deixando ver uma boca já praticamente sem dentes.

Ele tem 50 anos e faz parte daqueles mendigos sem teto que lutam para sobreviver. Seu corpo está consumido não somente pelo frio e pela fome, mas também pelo excesso de álcool.

Parece muito mais velho do que é na realidade. Se ao menos tivesse forças para lutar contra este vício, pensa ele continuamente... E faz o firme propósito de parar de beber.

Mas quando a noite chega e com ela a lembrança de sua família, perdida num trágico acidente, ele não resiste e recorre ao consolo da garrafa. O álcool amortece então o vazio em sua alma, pelo menos por um curto espaço de tempo.

A garrafa de vinho é sua fiel companheira e a cirrose do fígado e outras doenças vão paulatinamente consumindo seu corpo. A cor de sua face levanta suspeitas nada boas.


Paul tornou-se parte integrante da escadaria da igreja na ótica dos habitantes do bairro, mais ou menos como se fosse uma estátua. E desta forma eles o tratam.

A maior parte mal lhe presta atenção. E os que ainda se dão conta dele se perguntam até quando resistirá.

O pároco e a ajudante de pastoral ainda se preocupam com ele. Mas, sobretudo, a Irmã Petra, uma missionária jovem que vem todos os dias visitá-lo.

Ele se alegra com a visita da freira, que sempre lhe traz algo para comer. Porém até mesmo esta religiosa não consegue tirar Paul da rua.

Nem sequer na casa paroquial ele entra, seja para comer, seja para se lavar.

* * *

Todas as noites, quando escurece e ninguém mais o vê, Paul esgueira-se na igreja vazia e de luzes apagadas. Senta-se então no primeiro banco, bem diante do Tabernáculo.

E aí fica em silencio, quase sem se mover, por cerca de uma hora. Depois se levanta e sai arrastando os pés pelo corredor do centro, passa pela porta principal e desaparece na escuridão da noite.

Para onde? Ninguém o sabe. No dia seguinte, porém, lá está ele sentado novamente na escadaria, diante do portal da igreja.

E assim passavam os dias. Certa vez a Irmã Petra lhe perguntou:

— “Paul, vejo que você entra na igreja todas as noites. O que você faz aí tarde da noite? Você reza por ocaso?”

— “Não rezo”, respondeu Paul.

— “Como é que poderia rezar? Já não rezo desde o tempo em que era menino e ia às aulas de religião; esqueci todas as orações. Não me lembro mais de nenhuma. O que faço na igreja? É muito simples. Vou até o Tabernáculo, onde Jesus está sozinho em seu pequeno sacrário, e Lhe digo: ‘Jesus, sou eu, o Paul. Vim Te visitar’. E fico um pouquinho, a fim de que pelo menos alguém Lhe faça companhia”.

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Na manhã do dia de Natal, o lugar que Paul ocupou durante anos a fio está vazio.

Preocupada, a Irmã Petra começa logo a procurá-lo. E acaba por encontrá-lo no hospital que fica perto da igreja.

Nas primeiras horas da madrugada alguns passantes o haviam encontrado sem sentidos sob uma ponte e chamado a ambulância. Paul está agora no leito de doentes.

Ao vê-lo a missionária tem um choque. Paul está ligado a vários tubos, sua respiração é fraca. Sua face tem a cor amarelada típica dos moribundos.

— “A senhora é parente dele?”

A voz do médico arranca a Irmã Petra de seus pensamentos.

— “Não, mas vou cuidar dele”, responde ela espontaneamente.

— “Infelizmente não há muito que fazer, ele está morrendo”. O médico meneia apenas a cabeça e sai.

A Irmã Petra senta-se perto de Paul, toma sua mão e reza longamente. Depois, tristonha, retorna à casa paroquial.

No dia seguinte volta novamente ao Hospital, já preparada para receber a má notícia da morte de Paul...

— “Não, o que é isso?”

Ela não crê no que seus olhos vêem. Paul está sentado, ereto em sua cama, com a barba feita. Com olhos bem abertos e vivos, ele vê com alegria a freira que se aproxima. Uma expressão de inefável alegria cintila de sua face radiante.

Petra mal acredita no que está vendo e pensa:

— “É este realmente o homem que ainda ontem lutava contra a morte?”

— “Paul, é incrível o que se passou. Você está praticamente ressuscitado. Você está irreconhecível. O que aconteceu com você?”.

— “É, foi ontem à noite, pouco depois que você foi embora. Eu não estava nada bem. Porém, de repente, vi alguém de pé junto à minha cama. Belo, indescritivelmente esplendoroso... Você não pode nem imaginar! Ele sorriu para mim e me disse: ´Paul, sou eu, Jesus. Venho te visitar´”.

* * *

A partir desse dia Paul não tomou mais sequer uma gota de álcool.

A Irmã Petra lhe conseguiu um quartinho na casa paroquial e um emprego de jardineiro.

A sua vida transformou-se inteiramente desde aquele Natal.

Paul encontrou novos amigos na paróquia. E, sempre que pode, ajuda a Irmã Petra em seus afazeres. Uma coisa, porém, permaneceu a mesma:

Quando anoitece, Paul esgueira-se na Igreja, assenta-se diante do Tabernáculo e diz:

— “Jesus, sou eu, o Paul. Vim Te visitar”.

(Autor: Jürgen Wetzel. Traduzido por Renato Murta de Vasconcelos. Conto publicado in Wöchentliche Depesche christlicher Nachrichten, RU 50/2010, apud “Catolicismo”)

domingo, 2 de dezembro de 2012

A voz dos Papas aponta a vitória da Igreja sobre o Leviatã do caos universal nos dias vindouros

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Papas: conversão e vitória sobre o Leviatã moderno

O Vigário de Cristo, sucessor de São Pedro, é a máxima autoridade nesta matéria, a qual envolve a interpretação das Sagradas Escrituras, notadamente do Apocalipse. Para encerrarmos este artigo, nada mais apropriado que ouvir suas palavras.

S.S. Gregório XVI

Poucos anos antes da aparição de Nossa Senhora em La Salette, o Papa Gregório XVI, na encíclica Mirari Vos, de 15-8-1832, via tomar corpo as profecias do Apocalipse:
“Certamente, rompido o freio que segura os homens nos caminhos da verdade, e inclinando precipitadamente ao mal protestante sua natureza corrompida, consideramos já aberto aquele abismo (Ap 9, 3) do qual, segundo viu São João, subia uma fumaça que obscurecia o sol e expelia gafanhotos que devastavam a terra” (Apud Acción Católica Española, Colección de Encíclicas y documentos pontificios, 4ª ed., Publicaciones de la Junta Técnica Nacional, Madrid, 1955, LXI+1644+351 págs, págs. 5-6).


S.S. Pio XI

Por sua vez, S.S. o Papa Pio XI, contemplando o espetáculo do mundo, concluiu ser
“de tal maneira aflitivo, que já se poderia ver nele a aurora desse ‘início de dores’ que deve trazer ‘o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado’ (2Tes 2,4)”. (Encíclica Miserentissimus Redemptor, Bonne Presse, t. IV, Paris, 1932, pages 110-112).

Beato Papa Pio IX
Beato Papa Pio IX
Tinham, pois, esses pontífices clara noção da gravidade do momento presente. Entretanto, nada permite afirmar que eles achassem que o mundo fosse acabar na nossa época.

S.S. Beato Pio IX

Bem ao contrário, o beato espanhol Fr. Francisco Palau y Quer, OCD (1811-1872), difundiu com insistência a carta dirigida pelo bem-aventurado Papa Pio IX a um prelado oriental que resolve a questão. Nela vemos afastadas as demagógicas teorias do fim do mundo em 2012:

“Ou o mundo – disse o santo Papa – já chegou ao fim de sua carreira e, nesse caso, caminhamos envoltos em suas ruínas rumo à mais horrível das catástrofes e essa catástrofe vai ser imediata; ou a sociedade humana vai ser restaurada, e essa restauração será obra da Providência, porque a mão do homem é impotente. Veremos com nossos olhos essa restauração, porque a dissolução social caminha tão rapidamente que o fim ou a restauração não admitem adiamento”( Apud “El Ermitaño”, nº 113, 5-1-1871).

S.S. Pio XII

S.S. Pio XII
S.S. Pio XII
Numa de suas famosas Radiomensagens, S.S. Pio XII explicou que “frente à corrente que ameaça arrastar a uma socialização total em cujo fim se tornaria pavorosa realidade a imagem terrificante do Leviatã, a Igreja travará a luta até o extremo” (Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, vol. XIV, p.314).

Entretanto a imagem escolhida pelo pontífice não é no sentido de um fim da História, mas evoca a vitória e o gáudio anunciados pelo profeta Isaías:

“Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe, porque o Senhor vai sair de sua morada para punir os crimes dos habitantes da terra (...) Naquele dia o Senhor ferirá, com sua espada pesada, grande e forte, Leviatã, o dragão fugaz, Leviatã, o dragão tortuoso; e matará o monstro que está no mar. (...) E serão vistos chegar os exilados da terra da Assíria, e os fugitivos espalhados pela terra do Egito. Eles adorarão o Senhor no monte santo, em Jerusalém” (Is, 26, 20-21 e 27,1 e 13).

S.S. São Pio X


O Papa São Pio X julgava, por sua vez, que a perversão hodierna das almas é
“como o prólogo dos males que devemos esperar para o fim dos tempos; ou até pode se pensar que já habita neste mundo o filho da perdição (2 Tes 2,3) (...) este é o sinal próprio do Anticristo: (...) o homem com temeridade extrema (...) consagrou a si próprio o mundo visível como se fosse seu templo para todos o adorarem. Sentar-se-á no templo de Deus, se apresentando como se fosse Deus (2 Tes 2,4.)” (S.S. São Pio X, Carta Encíclica “E Supremi Apostolatus”, in “Escritos doctrinales”, Ediciones Palabra, Madrid, Biblioteca Palabra 9, 1975, 4ª ed., 557 páginas.).
Papa São Pio X previu a futura conversão da França
Papa São Pio X previu a futura conversão da França

Entretanto, o santo Papa antevia, não o fim do mundo, mas sua futura restauração. E o deixou registrado num célebre discurso endereçado à França, a nação primogênita da Igreja.

“Dia virá – escreveu ele–, e esperamos que não esteja muito distante, em que a França, como Saulo no caminho de Damasco, será envolta por uma luz celeste e ouvirá uma voz que lhe dirá novamente:

“‘Minha filha, por que me persegues?’

“E à resposta: ‘Quem és tu, Senhor?’, a voz replicará: ‘Sou Jesus, a Quem persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão, porque em tua obstinação te arruínas a ti mesma’.

“E ela, trêmula e atônita, dirá: ‘Senhor, que queres que eu faça?’

“E Ele: ‘Levanta-te, lava as manchas que te desfiguraram, desperta em teu seio os sentimentos adormecidos e o pacto de nossa aliança, e vai, filha primogênita da Igreja, nação predestinada, vaso de eleição, vai levar, como no passado, meu nome diante de todos os povos e de todos os reis da terra”

(Alocução consistorial Vi ringrazio, de 29.11.1911, Acta Apostolicae Sedis, Typis Polyglottis Vaticanis, Roma, 1911, p. 657).

Assim enunciada, a conversão da França e seu retorno à missão de liderar as nações da Cristandade constituem a mais eloquente afirmação não só de que o mundo não está em vias de acabar, mas de que a Providência prepara uma regeneração da humanidade para uma época que só poderá ser o Reino de Maria.

Tudo o oposto do fim do mundo!

FIM