domingo, 28 de maio de 2017

Santa Brígida e o juízo de Deus a cinco homens simbólicos:
desde o mau papa até o bom católico

Santa Brígida de Suécia: suas visões impressionaram profundamente
Santa Brígida da Suécia: suas visões impressionaram profundamente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Dados hagiográficos sobre Santa Brígida da Suécia e suas visões


Brígida Birgersdotter (1303-1373), ou Santa Brígida da Suécia, foi filha de um governador casado com a filha de outro governador. Santa Brígida, portanto, pertencia à nobreza, classe alta de seu país.

Quando tinha sete anos teve uma visão de Nossa Senhora e quando tinha dez sonhou com Jesus coberto de sangue. Desde esse momento foi grande devota da Paixão de Nosso Senhor.

Casou quando tinha 14 anos e viveu felizmente com seu esposo durante 28 anos. Por fim, os dois decidiram se dedicar à vida consagrada.

Brígida foi chamada à Corte na qualidade de dama de companhia da rainha. Ali aplicou todos os seus esforços para endireitar o casal real débil e viciado. O casal ouvia seus conselhos, mas voltava a cair nos mesmos defeitos.

Sua vida foi marcada por visões, milagres, romarias e um grande trabalho de apostolado com os pobres e os incrédulos.

Ela foi difamada e perseguida por causa de seus sonhos e visões.
O Cardeal Juan de Torquemada declarou isentas de erro as visões da Santa
O Cardeal Juan de Torquemada declarou
isentas de erro as visões da Santa

Santa Brígida fundou a Ordem do Santíssimo Coração que dirigiu até morrer em 1373, quanto tinha 70 amos, em Roma, Itália.

Suas visões impressionaram profundamente a época em que viveu.

Eram tão populares que foram debatidas em três Concílios: os de Constança, Basileia e o Quinto de Laterão.

O livro de suas revelações foi publicado pela primeira vez em 1492, por ordem do Concílio de Basileia.

Esse Concilio dispôs que o religioso espanhol Juan de Torquemada O.P. (1388 – 1468), examinasse o livro das revelações da santa.

O sábio e reputado religioso dominicano, que mais tarde foi elevado à púrpura cardinalícia, emitiu um parecer sobre as visões e revelações.

Nele declara não conterem nenhum erro contra as Escrituras ou contra os bons costumes, nem mesmo nada que possa ferir os ouvidos pios.

Também as visões de Santa Brígida foram incluídas em julgamento do Papa Bento XIV, famoso pela sua doutrina sobre os processos de canonização.

Bento XIV escreveu a propósito um prudente conselho válido para todas as revelações e visões privadas:

“Embora muitas dessas revelações tenham sido aprovadas, não se lhes deve assentimento de fé divina; o crédito que merecem é puramente humano, sujeito ao juízo da prudência, que é a virtude que deve nos ditar o grau de probabilidade que merecem para crermos piamente nelas.”

Santa Brígida da Suécia foi canonizada no Concilio de Constança pelo anti-papa Juan XXIII em pleno Cisma de Ocidente.

Livro das Visões e Revelações de Santa Brígida,
Baviera, 1671, com carta introdutória do Cardeal Torquemada
Dita canonização, pelas condições conturbadas em que foi pronunciada, poderia ser contestável.

Então os reis da Suécia pediram uma canonização incontestável.

Essa aconteceu em 1419 com uma confirmação do Papa Martinho V, Sumo Pontífice indiscutido de toda a Cristandade em quem tinha se reunido as partes em disputa se extinguido assim o cisma e que reinou pacificamente em Roma.

No ano 2000, Santa Brígida foi proclamada Padroeira da Europa.

Na visão da Santa que reproduzimos a continuação, nos baseamos na edição prefaciada pelo Cardeal Juan de Torquemada e reimpressa no ano 1671 (Sebastiani Rauch, Baviera).

Ela conta também com um estudo introdutório a respeito de visões de Mons. Consalvo Duranto, bispo de Montefeltro, e numerosas aprovações eclesiásticas.

Reproduzimos também fotograficamente a folha de rosto do livro. A tradução é do site www.rainhamaria.com.br, que conferimos com a edição em latim prefaciada pelo Cardeal Juan de Torquemada [aliás, tio do Cardeal Tomás de Torquemada (1420 — 1498), conhecido como o Grande Inquisidor].


LIVRO 1 - CAPÍTULO 41


Triunfo de Cristo sobre o paganismo, Gustave Doré (1832 — 1883), The Joey and Tobey Tanenbaum Collection
Triunfo de Cristo sobre o paganismo, Gustave Doré (1832 — 1883),
The Joey and Tobey Tanenbaum Collection
“Eu sou o Criador de todas as coisas. Nasci do Pai antes que existisse Lúcifer. Existo inseparavelmente no Pai e o Pai em mim e há um Espírito em ambos.

“Por conseguinte, há um Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – e não três Deuses. Eu sou Aquele que fiz a promessa da herança eterna a Abraão e conduzi meu povo para fora do Egito através de Moisés.

“Eu sou o que falei através dos Profetas.

“O Pai me colocou no ventre da Virgem sem se separar de mim, permanecendo comigo inseparavelmente para que a humanidade, que abandonou Deus, possa retornar a Deus através do meu amor.

“Agora, entretanto, em vossa presença, Corte Celeste, apesar de que vedes e sabeis tudo de mim, pelo bem do conhecimento e a instrução desta desposada minha que não pode perceber o espiritual se não por meio do físico,

Eu declaro meu pesar ante vós em relação aos cinco homens aqui presentes, por serem eles ofensivos para mim de muitas maneiras.

“Da mesma forma que Eu, em uma ocasião, incluí todo o povo israelita no nome de Israel, na Lei, agora mediante estes cinco homens, me refiro a todos no mundo.

“O primeiro homem representa o líder da Igreja e seus sacerdotes; o segundo, os leigos corruptos; o terceiro, os judeus, o quarto os pagãos e o quinto, meus amigos.

“E o que diz respeito a ti, judeu, tenho feito uma exceção com todos os judeus que são cristãos em segredo e que me servem em caridade sincera, conforme a fé e em seus trabalhos perfeitos em segredo.

“Em relação a você, pagão, tenho feito uma exceção com todos aqueles que com gosto caminhariam pelas sendas de meus mandamentos se tão somente soubessem como e se fossem instruídos, os que tratam de pôr em prática tudo o que podem e do que são capazes.

“Estes, não serão, de nenhuma maneira, sentenciados convosco”.




quinta-feira, 25 de maio de 2017

1º Centenário de Fátima:
promessas, recusas castigos e grandes perdões

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Em Fátima Nossa Senhora prometeu um prêmio e um castigo:

…”é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra,

da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. (…) Se atenderem a meus pedidos,

a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo,

promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados,

o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas;


por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

No dia 13 de maio deste ano, completar-se-ão 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos 3 pastorzinhos, em Fátima.

A primeira pergunta que salta aos olhos é saber em que medida as profecias se realizaram.

Depois da última grande guerra, não houve um acordo de paz, mas apenas um armistício.

As guerras continuaram e se espalharam como uma erisipela pelo mundo.

A degradação da moral e dos costumes e, em consequência, a desagregação da família e das sadias instituições atingiu o seu auge.

O espectro da guerra mundial percorre o mundo de Ocidente a Oriente e não há quem não tema a eclosão de uma outra grande guerra, a qualquer momento.

São Paulo – Sob os auspícios do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e das associações Devotos de Fatima e Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, realizou-se no dia 11 de maio no Club Homs, nesta capital, uma conferência sobre o Centenário de Nossa Senhora de Fatima.

Dr. Eduardo de Barros Brotero abriu o evento
Com o auditório lotado, o evento iniciou-se com um pequeno cortejo conduzindo uma imagem d’Ela sob essa invocação, a qual foi coroada em seguida pelo Pe. Tarcísio Alexandre Marques em meio a cânticos e aclamações marianas.

Os palestrantes foram o Dr. Antônio Augusto Borelli Machado e o Pe. Renato da Silva Leite Filho, pároco da Igreja Santa Isabel de Portugal em Santo Amaro, bairro da capital paulista.

O primeiro conferencista, consagrado fatimólogo, é autor do best-seller Fátima, conforme os manuscritos da Irmã Lúcia, que alcançou 260 edições em diversos países, totalizando aproximadamente 5.000.000 de exemplares.

Ele tratou do tema “Por que o terceiro Segredo de Fátima não foi divulgado em 1960?”.

Dr. Antônio A. Borelli Machado
O público acompanhou atentamente toda a sua exposição. Citou, por exemplo, a resposta que o Cardeal Ratzinger deu à questão acima, em 26 de junho de 2000:

“Em 1960 estávamos no limiar do Concílio, essa grande esperança de poder alcançar uma nova relação positiva entre o mundo e a Igreja, e também de abrir um pouco as portas fechadas do comunismo”.

O palestrante explicou que durante o Concílio Vaticano II os bispos conciliares pretendiam fazer um ralliement [acordo] com o mundo moderno e uma abertura da Igreja em relação à doutrina comunista.

Justamente o comunismo que Nossa Senhora havia denunciado na segunda parte do segredo de Fátima: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo”.

O orador insistiu que não se deve fazer qualquer ralliement com o mundo moderno, pois este se encontra em estado de revolta contra Deus e as leis da Igreja.

Padre Renato Leite
Por sua vez, o Padre Renato Leite discorreu sobre o pedido de reparação feito pela Santíssima Virgem em 1917.

Ele começou sua exposição citando o Apóstolo São Paulo, que se dirigindo aos cristãos de Colossos (cidade da Ásia Menor) lembrava algo fundamental, presente na raiz das profecias de Nossa Senhora de Fátima e uma realidade para todo verdadeiro católico.

O sacerdote glosou o seguinte trecho da carta aos Colossenses:

“Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”. (1, 24). 

Observou ainda que Nossa Senhora de Fátima nos recorda que precisamos reparar junto com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tanto na aparição do Anjo aos três pastorzinhos em 1916, quanto nas da Santíssima Virgem em 1917, pede-se sacrifícios em reparação pelos pecados cometidos contra Deus.

O auditório ficou lotado

O Pe. Renato Leite constatou que boa parte dos cristãos não considera essa obrigação na vida cristã a que se refere São Paulo.

Eles estão persuadidos, ao menos na prática, de que há pelo menos duas doutrinas cristãs, ou duas maneiras de interpretar a lei de Cristo: uma que aceita a abnegação e outra que se esforça por evitá-la sistematicamente.

O cristianismo austero e crucificador, seria para poucas almas, para certas pessoas de caráter mais sombrio, ou seduzidas por um atrativo especial mais extravagante.

Sr. Luis Dufaur
Nosso Senhor Jesus Cristo quis salvar o mundo com seu sofrimento, e nós estamos associados obrigatoriamente à sua missão, pela solidariedade com Ele na unidade do Corpo Místico, que é a Igreja.

Estamos, por isso, associados à sua Paixão. E a Mãe de Deus apareceu em Fátima para nos recordar que devemos oferecer sacrifícios.

Coube ao Sr. Luis Dufaur — colaborador de Catolicismo e do site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, proferir as palavras de encerramento.

Ele agradeceu aos conferencistas as excelentes e oportunas considerações e citou vários exemplos de erros que a Rússia difundiu pelo mundo, conforme fora previsto por Nossa Senhora em Fátima.

O ato terminou com sorteio de livros, terços, estampas e pequenas imagens de Nossa Senhora de Fátima, seguido de um coquetel em salão junto ao auditório.


Vídeo: 1º Centenário de Fátima: promessas, recusas castigos e grandes perdões




terça-feira, 23 de maio de 2017

Os “sacramentos” da Revolução e a possessão diabólica

O Beato Palau sofreu atroz perseguição das forças das trevas, angélicas e humanas
O Beato Palau sofreu atroz perseguição
das forças das trevas, angélicas e humanas.
Teve larga experiência pastoral com as possessões
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Continuação do post anterior: “Sacerdotes” da Revolução anticristã promovem o retorno ao paganismo



O bem-aventurado Palau considerava que assim como os verdadeiros sacerdotes de Nosso Senhor Jesus Cristo distribuem os Sacramentos, esses ministros da Revolução recorrem às artes mágicas numa escala inimaginável.

Suas manobras políticas ou sociais embutem bruxedos que funcionam como anti-“sacramentos” revolucionários, portadores de uma influência de Satanás.

O Ritual Romano (Rituale Romanum, Titulus XI, caput I, De exorcizandis obsessis a daemonio, n. 20, Desclée et socii, Romae-Tornaci-Parisiis, 1926, p. 446) adverte que nos casos de malefícios, possessões e práticas mágicas, o mago ou a feiticeira manda entregar à vítima algum fetiche ou objeto embruxado.

A esse objeto está unida tal o qual influência diabólica. Certos chefes revolucionários que estão em contato com os demônios recorrem a práticas análogas.

Mas eles não se servem de feitiços vulgares. Em lugar disso, a influência diabólica está ligada a leis ou normas anticristãs ou antinaturais.

Isso não é de espantar. Por exemplo, em nossos dias, Lucien Greaves, porta-voz do grupo Satanic Temple dos EUA, reivindicou o “casamento” homossexual como um “sacramento” da religião diabólica, segundo informou o site LifeSiteNews.

Assim explicava o bem-aventurado Palau:

“Se o malfeitor é um homem da política, (...) eis o malefício político. Consiste ele em danificar não o indivíduo ou a família, mas diretamente uma nação inteira.

“Como? Por meio de leis ímpias, bárbaras, que despojam a nação de tudo quanto há nela de santo e sagrado. Desses centros procedem os decretos emitidos contra os prelados, contra as Ordens religiosas, contra a religião. (...)

“o malefício político tem o apoio do poder dos demônios de hierarquia superior. (...) o malefício político é o mais terrível porque pega em massa uma ou mais nações, o mundo inteiro” (“El dogma católico con referencia a la redención de la sociedad actual”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).

Nas camadas mais subterrâneas do “sacerdócio” revolucionário, a entrega da alma ao demônio é voluntaria:

“Nesta associação abominável o segredo de tudo quanto se pratica é imposto sob pena de morte, sendo os demônios encarregados de castigar o perjuro. O sigilo raras vezes é rompido.

“Esses homens e essas mulheres são uma espécie de energúmenos, mas voluntários, e porque já em vida fizeram entrega de sua alma, corpo, pessoa e bens ao diabo, é raro o caso de que algum deles possa se converter a Deus” (“Relaciones entre los espíritus e el hombre”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

O P. Palau identificava o centro desse sacerdócio na atividade de sociedades secretas.


O Beato Pio IX alertou muitas vezes sobre as conspirações secretas contra a Igreja
O Beato Pio IX alertou muitas vezes sobre as conspirações secretas contra a Igreja
Excede os limites do presente trabalho entrar em questão tão vasta . Remetemos os interessados às obras de Mons. Henri Delassus, especialmente: “La conjuration antichrétienne – Le Temple Maçonnique voulant s'élever sur les ruines de l'Église Catholique”, Société Saint-Augustin – Desclée De Brouwer et Cie, Lille, 1910, 3 vol.

O Papa Leão XIII, de feliz memória, resumiu o ensino dos Papas sobre a maçonaria nos seguintes termos:

“’Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial’ [Santo Agostinho].

“Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto.

“Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons.

“Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus.

“Eles estão planejando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. (…)

“Os Pontífices Romanos nossos predecessores, em sua incessante vigilância pela segurança do povo Cristão, foram rápidos em detectar a presença e o propósito desse inimigo capital tão logo ele saltou para a luz ao invés de esconder-se como uma tenebrosa conspiração; e, além disso, eles aproveitaram e tomaram providências, pois a eles isso competia, e não permitiram a si mesmos serem tomados pelos estratagemas e armadilhas armadas para enganá-los.

“A primeira advertência do perigo foi dada por Clemente XII no ano de 1738, e sua constituição foi confirmada e renovada por Bento XIV.

“Pio VII seguiu o mesmo caminho; e Leão XII, por sua constituição apostólica, Quo Graviora, juntou os atos e decretos dos Pontífices anteriores sobre o assunto, e os ratificou e confirmou para sempre. No mesmo sentido pronunciou-se Pio VIII, Gregório XVI, e, muitas vezes, Pio IX.

“Tão logo a constituição e o espírito da seita maçônica foram claramente descobertos por manifestos sinais de suas ações, pela investigação de suas causas, pela publicação de suas leis, e de seus ritos e comentários, com a frequente adição do testemunho pessoal daqueles que estiveram no segredo, esta sé apostólica denunciou a seita dos Maçons, e publicamente declarou sua constituição, como contrária à lei e ao direito, perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado; e proibiu qualquer um de entrar na sociedade, sob as penas que a Igreja costuma infligir sobre as pessoas excepcionalmente culpadas.

“Os sectários, indignados por isto, pensando em eludir ou diminuir a força destes decretos, parcialmente por desprezo, e parcialmente por calúnia, acusaram os soberanos Pontífices que os passaram ou de exceder os limites da moderação em seus decretos ou de decretar o que não era justo.”

(Leão XIII, Encíclica Humanum Genus, 20 de abril de 1884, apud Acción Católica Española, Colección de Encíclicas e documentos pontificios, 4ª ed., Publicaciones da Junta Técnica Nacional, Madrid, 1955, LXI+1644+351 págs., págs 36 e ss. No site do Vaticano).

“Nos antros tenebrosos das lojas, os franco-maçons constituem com os demônios uma família e uma sociedade, comunicando-se com eles sob mil formas e meios.

“O diabo-rei está com o Grande Oriente à testa da franco-maçonaria como Cristo com Pio IX à frente de toda a Igreja: Pio IX é a cabeça visível da Igreja, e Cristo é a cabeça invisível.

“O Grande Oriente é a cabeça visível do império do mal, e o diabo-rei é sua cabeça invisível. Não há soberano na terra que não esteja iniciado nos segredos da franco-maçonaria” (“Milagros del espiritismo”, El Ermitaño, Nº 138, 29-6-1871).

Também de modo mais difuso, porém mais perceptível ao homem comum, dito “sacerdócio” se exerce através das práticas supersticiosas e mágicas que procuram entrar em contato com espíritos do além.

Estas últimas apresentavam no século XIX formas que hoje se metamorfoseiam. E também incluem a camaleônica proliferação de satanismo, com rótulos genéricos como New Age e suspeitas “medicinas alternativas”.

“O espiritismo – dizia o bem-aventurado – é o sacerdócio do paganismo moderno, e seus apóstolos fazem coisas deveras prodigiosas. Entre outras, têm o poder de curar, não pela graça, mas um poder comunicado por Belzebu, príncipe de todos os demônios” (id. ibid.).

Monumento público ao Anjo Caído, Madri, Espanha
Monumento público ao Anjo Caído, Madri, Espanha
O Beato Palau identificava três níveis de demônios em função de seu contato com os homens.

Em geral, os que se apossam dos corpos humanos pertencem a categorias menos relevantes.

Os demônios de um grau superior tomam conta de figuras revolucionárias de destaque como, por exemplo, Lutero, Robespierre ou Lenine.

Por fim, a terceira e pior categoria está em conúbio com os máximos dirigentes da Revolução, que habitualmente agem despercebidos do comum dos homens e inclusive de muitos revolucionários.

“Eu vejo – explicava – todas as forças inimigas divididas em três grandes corpos de exército: cada um dele dispõe de milhões de combatentes.

Um deles está alojado nos corpos humanos, (...)

Outro corpo de exército ocupa (...) as altas regiões da política. Destronados todos os Reis católicos, seus tronos estão ocupados por homens possuídos pelo diabo (...)

“Há outro exército, que é o que dirige os dois primeiros. Seu quartel-general está montado numa sociedade de homens que se intitulam espíritas, ou com o nome de magos e maléficos. (...)

Os demônios (...) dirigem desses clubes maçônicos todas suas forças engajadas na batalha contra Cristo e sua Igreja” (“Crónica del teatro de la guerra”, El Ermitaño, Nº 85, 23-6-1870).

A experiência pastoral, especialmente a prática de exorcista, permitia ao B. Palau denunciar com documentos e exemplos concretos essa colusão de homens e demônios.

Em numerosos artigos de “El Ermitaño” estão descritos exorcismos praticados pelo Beato Palau com confissões dos demônios possuidores, e/ou a transcrição de pactos com Satanás.

A consideração do recurso revolucionário aos demônios em nada desanimava o bem-aventurado que, acreditava firmemente que os anjos da luz combatem do lado do bem.

Tais anjos, além de seus incalculáveis poderes naturais, são portadores da graça divina.

E acima deles o Beato Palau venerava a Santíssima Virgem, Rainha dos Anjos e general supremo, que ordena as milícias celestes a iniciarem os movimentos para o esmagamento da Revolução, de seus chefes e sequazes.

Se os fiéis se voltarem para Ela e para as coortes celestes invocando o seu socorro, terão aliados invencíveis.

A Revolução infiltrada na Igreja

As mencionadas associações mais ou menos secretas estavam amplamente disseminadas e articuladas na sociedade civil, a partir da qual se introduziram na esfera eclesiástica.

Detalhe do Juízo Final. Stefan Lochner (1410-1451), Wallraf-Richartz-Museum, Colônia
Detalhe do Juízo Final. Stefan Lochner (1410-1451), Wallraf-Richartz-Museum, Colônia
Num diálogo figurativo a respeito do Concilio Vaticano I, o Beato Palau põe nos lábios de Deus a seguinte explicação:

“Pela corrupção dos costumes [Satanás] entrou no Sancta Sanctorum, e enquanto dirige todos os reis e poderes políticos da terra em batalha contra mim lá no lado de fora da cidade santa, de dentro de meu próprio alcácer paralisa minha ação, entorpece minhas empresas e frustra meus projetos” (“Roma vista desde la cima del monte”, El Ermitaño, Nº 58, 9-12-1869).

Referindo-se aos aludidos “sacerdotes” do demônio, escreveu:

“alguns desses homens e mulheres apresentam uma virtude religiosa aparente, confessam, ouvem missa, comungam frequentemente.

“Mas, o que digo? Horror! Recolhem as hóstias, levam-nas para casa e as apresentam em suas satânicas funções para pisoteá-las.

“Esses são os Judas dentro do próprio santuário, que introduziram os demônios no lugar que não lhes corresponde, e enchem o templo de Deus de abominações” (“El malefício”, El Ermitaño, Nº 103, 27-10-1870).

“Satanás entrou no santuário – acrescentava –, e o encheu de abominações, sustentado por poderes que se dizem católicos, e de dentro do próprio santuário faz a guerra contra nós, uma guerra atroz, a más perigosa que a Igreja jamais teve de travar. (...)

“porque convêm ao inimigo nos combater de dentro da própria fortaleza, por isso leva o uniforme de católico, e o nome, e com o nome apresenta certas realizações religiosas, para fascinar as turbas e levar a confusão até o Céu” (“Campamento de epidemia en Vallcarca”, El Ermitaño, Nº 99, 29-9-1870).

Em 1968, S.S. Paulo VI afirmou que “a fumaça de Satanás entrou no lugar sagrado” (Discurso para o Pontifício Seminário Lombardo, 7-12-68, Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, 1968, vol. VI, p. 1188; e Homilia “Resistite Fortes in fide”, 29-6-1972, ibid., 1972, vol. X, p. 707).

Cem anos antes, o Beato Palau já denunciava com horror essa penetração na Igreja.


Continua no próximo post: Revolucionários forçam marcha alucinada do mundo e a rede de intercomunicação global


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Nossa Senhora fez com os pastorinhos de Fátima o que fará com a humanidade no triunfo de seu Imaculado Coração

Santa Jacinta Marto, na Reixida, Cortes, 17-09-1917
Santa Jacinta Marto, na Reixida, Cortes, 17-09-1917
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O Padre João De Marchi I.M.C., é um dos autores melhor conceituados que escreveram sobre as aparições de Fátima.

Ele escreveu, entre outros livros, “Era uma Senhora mais brilhante do que o sol…” (Seminário das Missões de Nossa Senhora de Fátima, Cova da Iria, 3a. Edição):



“A verdadeira diretora espiritual de Jacinta, Francisco e Lúcia foi, essencialmente, Nossa Senhora.

“A bondosa Senhora da Cova da Iria tomou à sua conta a realização dessa obra-prima e, como não poderia deixar de ser, a levou a cabo com pleno êxito.

“Das suas mãos prodigiosas saíram três anjos revestidos de carne, mas que, ao mesmo tempo, eram três autênticos heróis. A matéria prima era de uma plasticidade admirável e da Artista o que mais dizer?

“Na sua escola os três serranitos deram em breve tempo passadas de gigantes no caminho da perfeição.

“Nela se verificou à letra as palavras de um grande devoto de Maria, São Luiz Maria Grignion de Monfort: Na escola da Virgem, a alma progride mais numa semana do que num ano fora dEla.

“A pedagogia da Mãe de Deus não sofre confrontos.

São Francisco Marto, um dos videntes de Fátima
São Francisco Marto, um dos videntes de Fátima
“Em dois anos a Virgem Santíssima conseguiu erguer os dois irmãozinhos – Francisco e Jacinta – até os cumes mais elevados da santidade cristã.

“O retrato que a mão segura de Lúcia nos traça de Jacinta é revelador.

“Jacinta tinha um porte sempre sério, modesto e amável, que parecia traduzir a presença de Deus em todos os seus atos, próprios das pessoas já avançadas em idade e de grande virtude.

“Não lhe vi nunca aquela demasiada leviandade e o entusiasmo próprios das crianças pelos enfeites e brincadeiras.

“Não posso dizer que as outras crianças corressem para junto dela, como faziam para junto de mim, isso talvez porque a seriedade do seu porte era demasiado superior à sua idade.

“Se na sua presença alguma criança ou mesmo pessoas adultas diziam alguma coisa ou faziam qualquer ação menos conveniente, repreendia-as dizendo:

‘Não façam isso que ofendem a Deus, Nosso Senhor, e Ele já está tão ofendido’”.




A respeito das palavras acima comentou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:


Esse trecho apresenta uma graça marcante, porque ele nos indica uma porção de aspectos grandes e pequenos da obra de Nossa Senhora em relação a essas três crianças.

Mas nós devemos, antes de tudo, considerar o valor simbólico da obra de Nossa Senhora nas crianças.

Enganam-se aqueles que imaginam que tal obra é apenas sobre três crianças; ela é uma obra que transformou suavemente essas crianças, de um momento para outro, pelo simples fato das reiteradas aparições de Nossa Senhora….

Nós temos aqui algo de parecido com o Segredo de Maria [vide a obra de São Luis Maria Grignion de Montfort precisamente com este título, n.d.c.]. Veja mais sobre o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora do grande santo francês clicando aqui.

Quer dizer, uma dessas ações profundas da graça na alma, ações que se desenvolvem sem que a pessoa se dê conta.

Lúcia, Francisco e Jacinta. Em cima antes da visão do Inferno. Embaixo: após Nossa Senhora lhes mostrar o lugar onde vão os condenados.
Lúcia, Francisco e Jacinta. Em cima antes da visão do Inferno.
Embaixo: após Nossa Senhora lhes mostrar o lugar onde vão os condenados.
A pessoa vai se sentindo cada vez mais livre, cada vez mais desembaraçada para praticar o bem e os defeitos que a tolhem e que a prendem no mal vão se dissolvendo.

E a pessoa cresce no amor de Deus, cresce em vontade de se dedicar, cresce em oposição ao pecado.

Mas tudo isso dá-se maravilhosamente dentro da alma, de maneira que ela não trava as grandes e metódicas batalhas da ascensão admirável ao Céu, à virtude, à santidade daqueles que lutam de acordo com o sistema clássico da vida espiritual; mas Nossa Senhora as muda de um momento para outro.

E se a obra de Nossa Senhora em Fátima, especialmente com essas duas crianças chamadas para o Céu, foi uma obra assim, podemos bem nos perguntar se isto não tem um valor simbólico, e não indica qual será a ação de Nossa Senhora sobre toda a humanidade, quando Ela cumprir as promessas feitas em Fátima….

E, portanto, se nós não devemos ver aí um começo do Reino de Maria, enquanto sendo o triunfo do Imaculado Coração sobre duas almas que foram pregoeiras da grande revelação de Nossa Senhora.

E que depois ajudaram no Céu — por seus sacrifícios e orações na Terra e depois as suas orações no Céu — enormemente as almas a aceitarem a mensagem de Fátima. E que ainda ajudam.

Esta primeira observação parece-me que conduz diretamente ao seguinte: se isso é assim, então Francisco e Jacinta são os intercessores naturais para se pedir, para se obter de Nossa Senhora que comece o Reino de Maria em nós desde logo, por essa transformação misteriosa que é o Segredo de Maria.
Veja mais sobre o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora de São Luis Maria Grignon de Montfort clicando aqui.

Devemos, pois, pedir instantemente — tanto a Jacinta como ao Francisco — que comecem a nos transformar, a nos conceder os dons que eles receberam na Terra.

E que eles velem, especialmente pela sua oração no Céu, por aqueles que têm a missão de pregar a mensagem de Fátima, de vivê-la, como acontece conosco.

A esse respeito, seria, creio eu, muito importante dizer uma palavra sobre a relação entre a mensagem de Fátima e a nossa vida espiritual.

Nossa vida espiritual cresce na medida em que tomamos a sério o fato de que o mundo atual está numa decadência lastimável e que se avizinha de sua ruína.

De que tal ruína representa a aplicação dos castigos previstos por Nossa Senhora em Fátima e que, em consequência, quanto mais nos colocamos nessa perspectiva, tanto mais nossa vida espiritual se afervora.

E que, pelo contrário, quanto mais nos afastamos dessa visão, tanto mais nossa vida espiritual decai….

Assim, podemos, por intermédio de Francisco e Jacinta dizer à Nossa Senhora:

Venha a nós o Vosso Reino, mas venha, Senhora, venha urgentemente a nós o Vosso Reino.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra em 13 de outubro de 1971. Sem revisão do autor).


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Uma pergunta sobre a frase
“Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo”

Grande incêndio de Roma no ano 64, Thomas Cole (1801 – 1848)
Grande incêndio de Roma no ano 64, Thomas Cole (1801 – 1848)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Recebemos a seguinte pergunta, e como a preocupação que revela é assaz espalhada a reproduzimos neste post. Ei-la:
Olá,

Nossa Senhora em La Salette disse mesmo esta frase: "Roma perderá a fé e se tornará sede do anti-cristo"?

Eu creio que isso é possível. Quero saber e a frase está nas profecias reconhecidas e oficiais.

Muito obrigado!
T.M.

Prezado T.M.,

Efetivamente, essa frase se encontra no texto recebido pelo Beato Papa Pio IX, e está nos originais que se encontram no Vaticano e que foram analisados e publicados pelos padres René Laurentin e Michel Corteville.

Igualmente consta da tese de láurea do Pe. Michel Corteville aprovada pelo Angelicum, a famosa Universidade dominicana de Roma.

Por vezes, porém, tem sido utilizada de modo extrapolado ou exagerado. Até a propganda russo-cismática tenta explorá-la desavergonhadamente contra a Cátedra de Pedro, o Papado de Roma.


O Segredo de La Salette ‒ que desde 1858 não é mais segredo, i. é, foi publicado na integridade ‒ faz uma descrição histórica dos acontecimentos futuros, desde aquela época até o fim do mundo.

E essa frase se encontra na parte relativa ao fim do mundo.

Segundo a sequência do Segredo, o fim do mundo não é para já, porque antes haverá ainda um reinado do Evangelho que durará alguns séculos. Faz violência ao texto e ao contexto aplicá-la chãmente à nossa época.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Santa Francisca Romana sobre o inferno
e como se precaver contra as insídias diabólicas

Santa Francisca Romana (1384-1440) com um anjo protetor.
De nobre e rica estirpe, teve três filhos
e fundou as Oblatas de Maria.
Luis Dufaur
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Santa Francisca Romana (1384-1440), de nobre e rica família, casou-se muito jovem, teve três filhos, fundou as “Oblatas de Maria” e em março de 1433 também fundou o mosteiro em Tor de' Specchi, perto do Campidoglio (Roma).

Quando seu marido morreu, em 1436, ela se mudou para esse mesmo mosteiro e se tornou a prioresa.

Ernest Hello, em sua obra “Physionomies de saints”, escreve o seguinte sobre a santa:

“A vida de Francisca reside nas visões. Suas visões mais singulares, mais estupendas, mais características, são as visões do inferno. Inúmeros suplícios, variados como os crimes, lhe foram mostrados no conjunto e nas minúcias”.

“Santa Francisca Romana viu o ouro e a prata derretidos, acumulados pelos demônios nas gargantas dos avarentos”.

Ela descreveu o inferno, onde reina uma ordem às avessas, quer dizer a desordem como o princípio constitutivo da anti-ordem de satanás:

O que é uma pessoa passar uma hora com ouro ou prata derretidos e quentes dentro da garganta, sem anestésicos, sem os mil cuidados dos nossos hospitais?

Então, imaginem o que é passar a eternidade com ouro e prata derretidos na garganta. Querer engolir e não poder, queimaduras horrorosas, sensações atrozes.

Tudo isto Santa Francisca Romana viu como martírio dos avarentos.

“Viu as hierarquias de demônios, suas funções, seus suplícios e os crimes a que eles presidem”.

“Viu Lúcifer, consagrado ao orgulho, chefe geral dos orgulhosos, rei de todos os demônios e de todos os condenados. Esse rei é muito mais desgraçado do que todos os seus súditos”.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O grande flagelo predito pelo Venerável Padre Clausi
e santos contemporâneos

  O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849), da Ordem dos Mínimos
O Venerável Pe. Bernardo Maria Clausi (1789-1849),
da Ordem dos Mínimos
Luis Dufaur
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Um amigo e leitor deste blog nos fez chegar um documento interessante a respeito do futuro da Igreja e da civilização que tanto nos preocupam.

Em atenção à fonte – o jornal vaticano “L'Osservatore Romano” – achamos por bem reproduzir a parte central do artigo “Curiosidades proféticas”.

Sobre tudo considerando que dito artigo foi publicado numa época em que o jornal da Santa Sé era referência solidíssima de ortodoxia doutrinal e rigor jornalístico na difusão da verdade. Em concreto, o escrito saiu à luz em 16 de abril de 1943, pág. 3.

O leitor perceberá logo a utilidade espiritual que se pode tirar da leitura destes anúncios do Venerável Padre Bernardo Maria Clausi, recolhidos no Vicariato de Roma e publicados pela Sua Eminência o Cardeal Patriarca de Veneza Mons. Pietro La Fontaine no longínquo ano de 1886.

A concordância com as mensagens de La Salette – no mesmo século que viveu o santo religioso – e de Fátima no século XX também saltam aos olhos.

Todas essas mensagens de Nossa Senhora e de almas santas dotadas de luzes profética concordam em anunciar um grande castigo regenerador da humanidade pecadora e um esplendoroso e consolador triunfo da Igreja.

segunda-feira, 20 de março de 2017

O silêncio do Vaticano II sobre o 3° Segredo de Fátima
deixou o mundo sob o flagelo do comunismo?

Anjo, cemitério de Comillas, Espanha.
Anjo, cemitério de Comillas, Espanha.
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Por que o 3° Segredo de Fátima não foi divulgado em 1960?



O ponto central da Mensagem de Fátima é penitência ou castigo purificador?

Exatamente. A iminência de um grande Castigo.

Muitos pregadores imaginam que, anunciando-o, assustariam seus ouvintes, e assim não o fazem. Ora, a missão dos profetas tem sido frequentemente de convocar o povo à penitência, anunciando castigos.

Se forem ouvidos, o castigo se desviará. Se não forem ouvidos, o castigo se desencadeará.

É uma questão de fidelidade a Nossa Senhora anunciar a Mensagem de Fátima na sua inteireza.

Na verdade, há um ponderável número de almas que, por si mesmas, formaram a noção do desconcerto do mundo moderno, e de que, sem uma intervenção extraordinária da Providência, esse mundo não tem conserto.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Por que o 3° Segredo de Fátima não foi divulgado em 1960?

Início da 3ª parte do Segredo de Fátima.
Início da 3ª parte do Segredo de Fátima.
Luis Dufaur
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Em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora comunicou aos três pequenos videntes de Fátima uma mensagem que não deveriam revelar a ninguém.

Quando interrogados, logo depois da Aparição, sobre o que a Santíssima Virgem lhes tinha dito, responderam que era segredo. De forma que se ficou desde logo sabendo que havia um Segredo na Mensagem de Fátima.

As duas primeiras partes do Segredo foram divulgadas pela Irmã Lúcia na terceira Memória, escrita pela vidente em 31 de agosto de 1941.

Em 3 de janeiro de 1944, a instâncias do Bispo de Leiria, a Irmã Lúcia escreveu a terceira parte do Segredo, que mandou entregar ao Bispo com uma nota de que não poderia ser divulgado antes de 1960.

O Bispo Dom José Alves Correia da Silva colocou o envelope dentro de outro, que por sua vez lacrou e guardou na caixa-forte da Cúria episcopal.

Em princípios de 1957, a Sagrada Congregação do Santo Ofício, atual Congregação para a Doutrina da Fé, pediu que o documento fosse remetido a Roma.

Requisitado por João XXIII no dia 17 de agosto de 1959, o Papa recebeu o documento das mãos de um Comissário do Santo Ofício, abrindo-o alguns dias depois lendo-o com a ajuda do tradutor português da Secretaria de Estado.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Blasfêmias contra Nossa Senhora Aparecida e de Fátima,
ecumenismo e abraços aos herdeiros de Lutero e Lenine

Católicos clamam para que Nossa Senhora não seja vilipendiada, mas responsáveis religiosos de Aparecida fazem ouvidos surdos
Católicos clamam pela blasfêmia contra Nossa Senhora no Carnaval,
mas cardeais e bispos de Aparecida e São Paulo tentam justificar a ofensa.
Em La Salette, Nossa Senhora chorou porque: “o número dos sacerdotes e religiosos
que se afastarão da verdadeira Religião será grande. Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos”.
Luis Dufaur
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Em 2017 se comemora o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E também o terceiro centenário do miraculoso achado de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, no rio Paraíba, na segunda quinzena de outubro de 1717.

Em sentido oposto, também se completam outros dois centenários de eclosões que podem ser tidas como geradas nos abismos infernais:

1) O início da revolta de Lutero em 1517 (em 31 de outubro de 1517 ele afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg as 95 teses que continham os postulados de sua insurreição);

2) A revolução comunista chefiada por Lenine na Rússia em 25 de outubro de 1917 (7 de novembro pelo calendário gregoriano).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por que Deus salva imagens, mas permite
que a obra dos homens em volta seja arrasada?

Nossa Senhora do Monte Carmelo, diante da escola do mesmo nome, após o furacão Katrina, New Orleans, EUA, 2005.
Nossa Senhora do Monte Carmelo, diante da escola do mesmo nome,
após o furacão Katrina, New Orleans, EUA, 2005.
Luis Dufaur
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Com relativa frequência chegam até nós comentários, que tal vez não sejam de fonte católica, mas certamente fazem sentir a necessidade de maior fé.

Esses dizem: se Deus tem poder de impedir que suas imagens, de Nossa Senhora ou dos santos sejam poupadas em catástrofes, por que é que Ele não impede essas mesmas catástrofes poupando seres humanos, suas vidas, suas dores e seus bens também?

Que Deus é esse? conclui a objeção um pouco apressadamente.

Não somos teólogos nem religiosos. Mas o sermão do arcebispo emérito de Nova Orleans (EUA) Mons. Philip M. Hannan para os fiéis flagelados pela gigantesca calamidade provocada pelo furacão Katrina, fornece esclarecedoras respostas.

E por isso a reproduzimos a seguir.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Santa Teresa dos Andes, a Revolução infernal e La Salette

Santa Teresa dos Andes O.C.D. viu a guerra do demônio contra Deus na História
Luis Dufaur
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A Divina Providência descortinou para numerosas almas santas a enorme Revolução promovida pelo inferno e seus sequazes que Nossa Senhora denunciou em La Salette, num de seus derradeiros avisos para os homens.

Entre essas almas privilegiadas com luzes proféticas se destacou a religiosa carmelita Santa Teresa de Jesus de Los Andes, primeira santa chilena.

Ela nasceu a 13 de julho de 1900 em Santiago do Chile e foi batizada Juana Enriqueta Josefina dos Sagrados Corações.

Em 8 de dezembro de 1915, com 15 anos de idade, fez voto de castidade que depois irá renovando periodicamente até ingressar no Carmelo.

Mas antes mesmo de se tornar religiosa, no ano de 1918, a jovem fez três composições literárias que lhe valeram o primeiro prêmio da Academia patrocinadora de um concurso.

Sombra e Luz na Idade Moderna - Demolidores e Criadores, foi o expressivo título da primeira dessas composições.

Sua visão de conjunto sobre os decisivos acontecimentos históricos dos últimos séculos demonstra até que ponto Santa Teresa dos Andes estava compenetrada da crise que em nossos dias vem destruindo a Civilização Cristã.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O sonho das duas colunas de Don Bosco: a crise,
a morte do Papa, o novo Papa e o triunfo, à luz de La Salette

O sonho das duas colunas, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
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Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês.

Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis aqui suas palavras:

“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assustados, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.

“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não veem mais terra que a que têm debaixo dos pés.

“Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete.

“Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.

“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Bispos apelam à oração para
que o Papa Francisco não conceda a Eucaristia aos adúlteros

D. Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana, D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana e D. Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda
Luis Dufaur
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O apelo dos bispos

+ Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana

+ Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da arquidiocese de Astana

+ Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda

Após a publicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia, em algumas igrejas particulares, foram publicadas normas aplicativas e interpretações, segundo as quais os divorciados que atentaram o matrimônio com um novo parceiro apesar do vínculo sacramental com o qual estão unidos aos seus legítimos cônjuges, são admitidos aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia sem cumprirem o dever divinamente estabelecido de cessarem a violação do seu vínculo matrimonial sacramental.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

7 verdades do padre Amorth
sobre a Revolução do diabo contra a Igreja

Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Luis Dufaur
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A equipe do site Aleteia fez uma oportuna compilação de sete verdades – que poderiam ser mais, obviamente – do experiente lutador contra Satanás padre Gabriele Amorth, exorcista da cidade dos Papas, Roma.

Elas poderão ser apreciadas por todos os que acompanham os temas que viemos focando em nosso blog Aparição de La Salette e suas profecias relacionados com a participação do chefe dos infernos na grande Revolução anticristã contra a qual Nossa Senhora quis alertar a Cristandade na montanha de La Salette.

Ei-las:

1. Satanás é o tentador desde o princípio dos tempos:

“Satanás é o tentador desde o princípio e é monótono – ele me confirmou isto: usa o mesmo método para tentar o homem, que é livre; usa as suas fraquezas.

“A ação ordinária é tentar; e a extraordinária, e muito rara, é a possessão diabólica”.

2. O diabo é uma pessoa, não uma simples representação do mal:

“Satanás quer que não falemos dele; ele se esconde. O diabo é uma pessoa. Não é só uma mera representação do mal”, disse o pe. Amorth ao canal TV2000.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O fogo calcinou tudo,
mas o Sagrado Coração de Jesus ficou em pé

Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé, após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé,
após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Luis Dufaur
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Jornalistas da rede de TV CNN coletavam fotos das ruínas causadas por pavorosos incêndios florestais que atingiram Gatlinburg e outras cidades vizinhas no estado de Tennessee, EUA.

Foram contabilizados pelo menos treze mortos, mais de cem feridos, por volta de 1.400 edificações destruídas, em consequência do incêndio que um socorrista qualificou de “apocalipse”.

Mas a equipe ficou atônita diante de uma casa no condado de Sevier reduzida a cinzas fumegantes.

Entre os restos calcinados se mantinha de pé uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, manifestamente envolvida pelas chamas, mas que seguia apontando para as chamas de amor de Seu Coração que nunca se extinguem.

Os cinegrafistas constataram que a imagem era a única coisa que tinha sobrado da casa.

Na mesma semana, Isaac McCord, funcionário do parque temático local Dollywood, encontrou uma página parcialmente queimada de uma Bíblia. Nela podia se ler um versículo do livro de Joel:

“19. Clamo a vós, Senhor, porque o fogo devorou a erva do deserto, a chama queimou todas as árvores do campo;” (Joel 1,19)

Muitos julgaram ver no fato um sinal da realização próxima da advertência do profeta Joel, acompanhada de um apelo à penitência e à conversão: