segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por que Deus salva imagens, mas permite
que a obra dos homens em volta seja arrasada?

Nossa Senhora do Monte Carmelo, diante da escola do mesmo nome, após o furacão Katrina, New Orleans, EUA, 2005.
Nossa Senhora do Monte Carmelo, diante da escola do mesmo nome,
após o furacão Katrina, New Orleans, EUA, 2005.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Com relativa frequência chegam até nós comentários, que tal vez não sejam de fonte católica, mas certamente fazem sentir a necessidade de maior fé.

Esses dizem: se Deus tem poder de impedir que suas imagens, de Nossa Senhora ou dos santos sejam poupadas em catástrofes, por que é que Ele não impede essas mesmas catástrofes poupando seres humanos, suas vidas, suas dores e seus bens também?

Que Deus é esse? conclui a objeção um pouco apressadamente.

Não somos teólogos nem religiosos. Mas o sermão do arcebispo emérito de Nova Orleans (EUA) Mons. Philip M. Hannan para os fiéis flagelados pela gigantesca calamidade provocada pelo furacão Katrina, fornece esclarecedoras respostas.

E por isso a reproduzimos a seguir.

Mons. Philip M. Hannan, arcebispo de Nova Orleans explicou que o pecado causou o castigo divino do do Katrina.
Mons. Philip Hannan, arcebispo de Nova Orleans
explicou que o pecado atraiu o castigo divino.
Também nesse cataclismo histórico a mão de Deus todo-poderoso protegeu imagens de sua predileção e impediu, de modo admirável para os homens, que os elementos desencadeados as destruíssem.

Sobre algumas dessas admiráveis, ou milagrosas de imagens, proteções confira nossa página especial:

Imagens intactas nas catástrofes. Por que?


O sermão explicativo do arcebispo de Nova Orleans


“Tenho pregado nas paróquias locais, disse o arcebispo, e venho dizendo que somos responsáveis perante Deus não apenas pelas nossas ações pessoais, referiu na oportunidade o site LifeSiteNews. 

“Somos também cidadãos de uma nação, e no Antigo e Novo Testamentos está dito que somos co-responsáveis pela sua moralidade.

“Como cidadãos, somos responsáveis pela atitude da nação em questões sexuais, pelo desrespeito aos direitos da família, pelo uso de drogas, pela morte de 45 milhões de crianças abortadas, pelo procedimento escandaloso de alguns sacerdotes.

“Portanto devemos compreender que certamente Deus tem o direito de castigar.

O Sagrado Coração de Jesus foi posto para proteger a casa. E resistiu ao furacão Katrina, Nova Orleans, EUA, 2005.
O Sagrado Coração de Jesus foi posto para proteger a casa.
E resistiu ao furacão Katrina, Nova Orleans, EUA, 2005.
“Se me perguntarem se Deus tinha conhecimento dessa que foi a maior tempestade em nosso país, direi que certamente Ele a permitiu.

“Negá-lo, seria uma tolice tão grande quanto afirmar que Henry Ford não conhecia como funciona o automóvel”.

Estas graves e transcendentes lições religiosas foram dadas por Mons. Philip M. Hannan, de 92 anos, arcebispo emérito de Nova Orleans (EUA), em declarações à TV local.

Ele esteve à frente da diocese durante 23 anos. Agora é diretor da rede católica WLAE TV e Focus Worldwide TV. Ele é tão respeitado na cidade, que foi chamado de “o Papa de Nova Orleans”.

Os fiéis querem conhecer a verdade inteira

Mons. Hannan ficou na cidade durante e após o furacão Katrina, e dedicou-se a socorrer vítimas e visitar as igrejas devastadas.

Segundo ele, o povo “está começando a reagir, afinando com a moral".

Quando ele pregou a noção de castigo, num domingo em Mandeville, diante de 1.000 fiéis, “o povo aplaudiu intensamente. Eles queriam que lhes fosse dita a verdade.

“Atingimos um grau de imoralidade nunca visto, e o castigo foi o Katrina.

“Devemos contar à nossa posteridade como ele foi terrível, para que ela entenda que se tratou de um castigo, o qual deve melhorar nossa moralidade.

“Eu penso que nos corresponde pregar muito fortemente, sinceramente e diretamente que isto foi um castigo de Deus.

“Deus nos deu direitos e tudo o mais. Mas também nos deu deveres. Nós temos que prestar atenção neste castigo. [...]

Nossa Senhora das Graças não foi levada pelas águas que destruíram Nova Orleans.
Nossa Senhora das Graças não foi levada pelas águas que destruíram Nova Orleans.

“Para quem lê seriamente as Escrituras, não há como escapar disso. Todos os que eu conheço, sacerdotes e bispos, acreditam nisso também”.

No arvoredo de um jardim atrás da catedral de Nova Orleans há uma bem conhecida imagem do Sagrado Coração de Jesus com os braços abertos.

As árvores foram arrancadas de vez, mas a imagem ficou miraculosamente em pé. Só perdeu dois dedos, logo recuperados e entregues ao arcebispo emérito.

“Os protestantes ficaram muito impressionados pelo fato de que as árvores caindo não a tivessem derrubado”, explicou o prelado.

Nessa proteção surpreendente pôde-se apalpar mais uma vez que a mão de Deus guiou o arrasador furacão.

Silenciar o castigo divino é gravíssima omissão

Em Fátima, em 1917, Nossa Senhora veio pedir penitência, e até chorou miraculosamente pelo mundo em Nova Orleans, em 1972, por meio de sua imagem.

Pregações destemidas e seriamente fundadas nas Escrituras, como a de Mons. Hannan, atendem ao apelo lancinante de Nossa Senhora.

Também vão ao encontro das necessidades das almas sinceras, predispondo-as a mudar de vida e rumar para o Céu.

Entretanto, não se pode dizer o mesmo daqueles que — leigos, sacerdotes e até altos prelados —, nessas circunstâncias, timbram em pregar que o bom Deus jamais pune. Para onde levam eles as almas?

Seria natural que a mídia, sobretudo a mídia católica, desse proporcionado espaço a declarações como essas, indispensáveis aliás para interpretar o que houve.

Mas fez-se um silêncio como que universal. Da participação de Deus nesse flagelo, nada foi dito.

A imoralidade generalizada e sistemática segue se espraiando sobre a Terra, e a “fumaça de Satanás” – para empregar os termos de Paulo VI – não cessa de penetrar na Santa Igreja.

Em frente da catedral São Luís, Jesus atraiu as árvores que caiam e até perdeu um dedo, Katrina, Nova Orleans, 2005.
Em frente da catedral São Luís, Jesus atraiu as árvores que caiam
e até perdeu um dedo, Katrina, Nova Orleans, 2005.
A pregação do arcebispo emérito de Nova Orleans por certo há de ficar inscrita nos anais da História da Igreja, por sua oportunidade e veracidade.

A imprensa americana fez frequentes alusões à dimensão bíblica da tragédia.

O presidente do Conselho de Nova Orleans, Oliver Thomas, após ouvir uma comparação da situação dos costumes da cidade com os de Sodoma e Gomorra, confidenciou: “talvez Deus vá nos purificar”. (LifeSiteNews.com, 1-9-2005)

Santo Afonso Maria de Ligório redigiu sermões para serem pregados em tempos de grandes calamidades. Num deles diz:

“Alguns veem os castigos e fingem não vê-los. Outros ainda, diz Santo Ambrósio, não querem ter medo do castigo se não veem que já chegou. Irmão meu, quem sabe se esta é a última chamada que Deus te faz”.

Quando o pecador reconhece a sua culpa e glorifica a Justiça divina, atrai sobre si as doces e inefáveis torrentes de misericórdia de Nossa Senhora.

Porém, quando se torna indiferente ao castigo, só atrai maiores e mais terríveis punições.

Portanto, a culpa do acontecido não pode ser posta em Deus, mas sim no pecado e na impenitência dos homens.

Mas, as imagens intactas, ou quase, estão aí para nos ensinar que Ele nunca nos abandona até mesmo na hora dos mais impressionantes castigos que Ele envia para nos corrigir e salvar.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Santa Teresa dos Andes, a Revolução infernal e La Salette

Santa Teresa dos Andes O.C.D. viu a guerra do demônio contra Deus na História
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Divina Providência descortinou para numerosas almas santas a enorme Revolução promovida pelo inferno e seus sequazes que Nossa Senhora denunciou em La Salette, num de seus derradeiros avisos para os homens.

Entre essas almas privilegiadas com luzes proféticas se destacou a religiosa carmelita Santa Teresa de Jesus de Los Andes, primeira santa chilena.

Ela nasceu a 13 de julho de 1900 em Santiago do Chile e foi batizada Juana Enriqueta Josefina dos Sagrados Corações.

Em 8 de dezembro de 1915, com 15 anos de idade, fez voto de castidade que depois irá renovando periodicamente até ingressar no Carmelo.

Mas antes mesmo de se tornar religiosa, no ano de 1918, a jovem fez três composições literárias que lhe valeram o primeiro prêmio da Academia patrocinadora de um concurso.

Sombra e Luz na Idade Moderna - Demolidores e Criadores, foi o expressivo título da primeira dessas composições.

Sua visão de conjunto sobre os decisivos acontecimentos históricos dos últimos séculos demonstra até que ponto Santa Teresa dos Andes estava compenetrada da crise que em nossos dias vem destruindo a Civilização Cristã.

Com 18 anos de idade, a Santa previa o rumo que os acontecimentos atuais iriam tomar e compreendia ao mesmo tempo que a condição de católico fiel supõe grandes batalhas.

Ela faleceu onze meses depois de ter entrado no Convento do Espírito Santo das Carmelitas Descalças, em Rinconada de Los Andes, Chile, no dia 12 de abril de 1920 com apenas 19 anos de idade.

Seu túmulo é local de constantes e numerosas romarias.

Eis como ela viu, sem conhecer La Salette, o que Nossa Senhora revelou na montanha sagrada a Mélanie e Maximin. As analogias se destacam por si mesmas.


Demolidores e Criadores,
filhos de Deus e de Satanás em luta permanente


“Enquanto os filhos da sombra demolem, os filhos da luz regeneram”
“Enquanto os filhos da sombra demolem, os filhos da luz regeneram”
“Há um poder sempre reinante, uma dinastia que não conhece ocaso, uma luz que nunca se extingue, e este poder tem sido sempre combatido, esta dinastia sempre perseguida, esta luz tem estado continuamente circundada de trevas.

“Eis a eterna história do poder da Igreja; dinastia do Papado; da luz, da verdade. Enquanto tudo passa e fenece a seus pés, a Igreja mantém-se erguida, porque está sustentada pelo poder do alto.

“Descortinemos o cenário dos povos modernos e veremos que, em cada século, os filhos da Igreja têm que levar em seus lábios o clarim guerreiro.

“Essa luta não terminará porque é eterno o antagonismo entre a sombra e a luz.

“Enquanto os filhos da sombra demolem, os filhos da luz regeneram. Daí o título que adotei: Demolidores e Criadores”.

O criminoso brado de Lutero contra a a Igreja

“Que sucede no século XVI? Os países da Europa se abrasam no fogo de uma guerra fratricida.

“Na Alemanha, um astro sinistro se interpõe entre as almas e o sol da verdade. Lutero e seus sequazes dão o brado de guerra, o alvo de seus ataques é a autoridade da Igreja...

“Qual o fruto dessa rebelião?

“A destruição da comunhão de idéias.

“As nações se afogam no sangue, as almas se vêem envolvidas nas trevas do erro, e a heresia, como rio que transborda, arrasta as massas populares, a nobreza, os tronos e até os ministros do altar.

“Portanto, os canais através dos quais Deus derrama as graças sobre as almas estão envenenados!

Santo Inácio se levanta como um guerreiro

“Mas, será possível que o mundo pereça?

“Não. Um novo astro surge no horizonte: é o ferido de Pamplona, Inácio de Loiola, que cai como soldado de um rei terreno e se levanta como guerreiro do Rei do Céu.

“Vede-o alistar uma companhia que não manejará o canhão, nem empunhará a espada.

“Quereis conhecer suas armas? O crucifixo!

“Sua divisa? A maior glória divina!

“Seus soldados se espalharão por toda parte e, portadores da luz da verdade, deixarão após si um rastro luminoso; luz espargem eles na Europa, na controvérsia, na pregação, no ensino, luz espargem nas Índias com Francisco Xavier que regenera nas águas do Batismo milhões de almas; luz espargem os soldados da nova milícia em todos os lugares onde passam”.

Jansênio lança gelo e sombra

Protestantes destroem e profanam igreja católica
Protestantes profanam e destroem igreja católica
“Passemos a página do século XVI e veremos no século seguinte o mesmo espetáculo de sombra e luz de demolidores e criadores.

“No século XVII vemos desta¬car-se entre as sombras uma figura de aspecto rígido e severo: Jansênio que lança o gelo e a sombra por onde passa. a chama do amor vacila e acaba por se extinguir com seu brado ímpio: 'Cristo não morreu por todos!'

“Já não apresenta o Crucifixo com os braços abertos para receber a todos sem exceção, mas sim com os braços entreabertos para receber a uns quantos e rechaçar aos demais...

“Fugi! Fugi!... clamam os demolidores do século XVII e as almas aterradas fogem... regelam-se e se perdem!”

O Sagrado Coração de Jesus, um sol esplendoroso que se levanta

“Deus estava ferido no mais delicado de seu amor... o Verbo pronuncia uma vez mais a palavra criadora que fará brilhar a luz no meio das trevas: em Paray-Le-Monial se levanta um sol esplendoroso e vivificante.

“Jesus Cristo mostra a uma humilde visitandina seu Coração aberto, abrasado em chamas de amor, queixa-se do esquecimento dos homens e os chama a todos com insistência.

“A legião jansenista brada: Fugi! Fugi!...

“A voz de Paray-Le-Monial clama: Vinde! Vinde!...

O Sagrado Coração de Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacocque, em Paray-le-Monial, França
O Sagrado Coração de Jesus aparece a
Santa Margarida Maria Alacocque, em Paray-le-Monial, França
“A bandeira negra do terror cederá diante do formoso estandarte do amor. Será tudo?

“Não. Ali está o grande apóstolo da caridade, São Vicente de Paula que, a imitação do Mestre divino, chama o pobre, o doente, o menino. Para todos há guarida em seu coração.

“Sua bela legião de Filhas da Caridade arranca do inferno milhares de almas no instante supremo. O amor desterrado reanima as almas, a luz tira os espíritos das sombras.

“O Coração divino de Jesus e o coração deificado de São Vicente de Paula, falam do amor, do amor infinito um e da compaixão até o heroísmo outro”.

Os revolucionários franceses, novos demolidores

“A luta não terminou: o inimigo acossa sempre a Igreja. A tempestade é mais terrível que nunca no século XVIII.

“Os corifeus da maldade, Voltaire e Rousseau se mostram, o primeiro com o sorriso burlesco nos lábios e a blasfêmia na pena, o segundo com o sofisma e a confusão nas ideias, e ambos com a corrupção no coração.

“Os pretensos filósofos querem explicar tudo racionalmente e proclamam diante do mundo que não há Deus, arrancam Cristo do coração de nobres e plebeus, e ainda se atrevem a arrancá-lo do coração do menino.

“Detende-vos, infames! Está cheia vossa medida, esse santuário de inocência não pode ser transpassado, esses meninos pertencem a Jesus Cristo!

“Um apóstolo se levanta em nome do Deus da infância: João Batista La Salle, funda as Escolas Cristãs, colocando no coração dos meninos desvalidos a chama da Fé que se extingue por todos os lados.

“Guerra ao Papa! É o brado da falange mortífera, e em seu frenético entusiasmo diz que já não haverá quem suceda ao mártir da impiedade, a Pio VI.

“Mas, não bradeis tão alto, Deus disse que as portas do inferno não prevalecerão, e se rirá de vossos desígnios. Vede sentado e estabelecido no trono um novo Papa...”

As sombras [do comunismo] cobrem novamente o mundo

“Ó Igreja, teu poder jamais será destruído! As trevas cobriram a face do universo na aurora do Tempo e ao Fiat Lux fogem vencidas.

“Mais tarde, as sombras da idolatria cobriram o mundo antigo, veio o Verbo e dissipou as trevas, porque o Verbo era a Luz.

“Hoje as sombras cobrem novamente o orbe cristão; mas ali está a palavra de Cristo, Verdade Eterna: 'Aquele que Me segue e cumpre minha palavra não anda nas trevas'.

“Ó palavra de vida! A Ti amor eterno, a Ti eterna fidelidade!”.

OBRAS DE REFERÊNCIA:
1. Um lírio del Carmelo: Sor Teresa de Jésus -Juanita Fernandez S. -1900-1920, Imprenta de San José, Santiago do Chile, 1929.
2. Santa Teresa de Los Andes, Deus, alegria infinita, Edições Loyola, São Paulo, 1993.
3. Santa Teresinha da América Latina - Pensamentos, Edições Loyola, São Paulo, 1993.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O sonho das duas colunas de Don Bosco: a crise,
a morte do Papa, o novo Papa e o triunfo, à luz de La Salette

O sonho das duas colunas, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês.

Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis aqui suas palavras:

“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assustados, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.

“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não veem mais terra que a que têm debaixo dos pés.

“Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete.

“Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.

“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

“Em meio da imensidão do mar levantam-se, sobre as ondas, duas robustas colunas, muito altas, pouco distantes a uma da outra.

“Sobre uma delas está a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés vê-se um amplo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum. (Auxilio dos Cristãos)

“Sobre a outra coluna, que é muito mais alta e mais grossa, há uma Hóstia de tamanho proporcionado ao pedestal e debaixo dela outro cartaz com estas palavras: Salus credentium. (Salvação dos crentes)

Detalhe do quadro do sonho, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
“O comandante supremo da nave maior, que é o Romano Pontífice, ao perceber o furor dos inimigos e a situação difícil em que se encontram seus fieis, pensa em convocar a seu redor aos pilotos das naves ajudantes para celebrar conselho e decidir a conduta a seguir.

“Todos os pilotos sobem à nave capitaneada e congregam-se ao redor do Papa. Celebram conselho; mas ao ver que o vento aumenta cada vez mais e que a tempestade é cada vez mais violenta, são enviados a tomar novamente o mando de suas respectivas naves.

“Restabelecida por um momento a calma, O Papa reúne pela segunda vez aos pilotos, enquanto a nave capitã continua seu curso; mas a borrasca torna-se novamente espantosa.

“O Pontífice empunha o leme e todos seus esforços vão encaminhados a dirigir a nave para o espaço existente entre aquelas duas colunas, de cuja parte superior pendem numerosas âncoras e grosas argolas unidas a robustas cadeias.

“As naves inimigas dispõem-se todas a assaltá-la, fazendo o possível por deter sua marcha e por afundá-la. Umas com os escritos, outras com os livros, outras com materiais incendiários dos que contam em grande abundância, materiais que tentam arrojar a bordo; outras com os canhões, com os fuzis, com os esporões: o combate torna-se cada vez mais encarniçado.

“As proas inimigas chocam-se contra ela violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto resultam inúteis. Em vão reatam o ataque e gastam energias e munições: a gigantesca nave prossegue segura e serena seu caminho.

“Às vezes acontece que por efeito dos ataques de que lhe são objeto, mostra em seus flancos uma larga e profunda fenda; mas logo que produzido o dano, sopra um vento suave das duas colunas e as vias de água fecham-se e as fendas desaparecem.

“Disparam enquanto isso os canhões dos assaltantes, e ao fazê-lo arrebentam, rompem-se os fuzis, o mesmo que as demais armas e esporões. Muitas naves destroem-se e afundam no mar.

“Então, os inimigos, acesos de furor começam a lutar empregando a armas curtas, as mãos, os punhos, as injúrias, as blasfêmias, maldições, e assim continua o combate.

“Quando eis aqui que o Papa cai ferido gravemente. Imediatamente os que lhe acompanham vão a ajudar-lhe e o levantam.

“O Pontífice é ferido uma segunda vez, cai novamente e morre. Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre as cobertas de suas naves reina um júbilo inexprimível.

“Mas apenas morto o Pontífice, outro ocupa o posto vacante. Os pilotos reunidos o escolheram imediatamente; de sorte que a notícia da morte do Papa chega com o da eleição de seu sucessor. Os inimigos começam a desanimar-se.

O novo Pontífice guia a nave até as duas colunas, Maria Ausiliatrice, Turim
“O novo Pontífice, vencendo e superando todos os obstáculos, guia a nave em volta das duas colunas, e ao chegar ao espaço compreendido entre ambas, a amarra com uma cadeia que pende da proa uma âncora da coluna que ostenta a Hóstia; e com outra cadeia que pende da popa a sujeita da parte oposta a outra âncora pendurada da coluna que serve de pedestal à Virgem Imaculada. Então produz-se uma grande confusão.

“Todas as naves que até aquele momento tinham lutado contra a embarcação capitaneada pelo Papa, dão-se à fuga, dispersam-se, chocam entre si e destroem-se mutuamente. Umas ao afundar-se procuram afundar às demais.

“Outras navezinhas que combateram valorosamente às ordens do Papa, são as primeiras em chegar às colunas onde ficam amarradas.

“Outras naves, que por medo ao combate retiraram-se e que se encontram muito distantes, continuam observando prudentemente os acontecimentos, até que, ao desaparecer nos abismos do mar os restos das naves destruídas, remam rapidamente em volta das duas colunas, e chegando às quais se amarram aos ganchos de ferro pendentes das mesmas e ali permanecem tranquilas e seguras, em companhia da nave capitã ocupada pelo Papa. No mar reina uma calma absoluta.”

Ao chegar a este ponto do relato, Don Bosco perguntou a São Miguel Rúa:

— O que pensas desta narração?

São Miguel Rúa respondeu:

— Parece-me que a nave do Papa é a Igreja da qual ele é a Cabeça: as outras naves representam aos homens e o mar ao mundo. Os que defendem à embarcação do Pontífice são os fieis à Santa Se; os outros, seus inimigos, que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la. As duas colunas salvadoras parece-me que são a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

"Preparam-se dias difíceis para a Igreja" (Don Bosco)
São Miguel Rúa não fez referência ao Papa cansado e morto e São João Bosco nada disse tampouco sobre este particular. Somente acrescentou:

— Hás dito bem. Somente terei que corrigir uma expressão. As naves dos inimigos são as perseguições. Preparam-se dias difíceis para a Igreja. O que até agora aconteceu (na história da Igreja) é quase nada em comparação ao que tem de acontecer.

“Os inimigos da Igreja estão representados pelas naves que tentam afundar a nave principal e aniquilá-la se pudessem. Só ficam dois meios para salvar-se dentro de tanto desconcerto! Devoção a Maria.

“Frequentação dos Sacramentos: Comunhão frequente, empregando todos os recursos para praticá-la nós e para fazê-la praticar a outros sempre e em todo momento. Boa noite!

As conjecturas que fizeram os jovens sobre este sonho foram muitíssimas, especialmente no referente ao Papa; mas Don Bosco não acrescentou nenhuma outra explicação.

Quarenta e oito anos depois — em 1907 — um antigo aluno, cônego Don João Maria Bourlot recordava perfeitamente as palavras de Don Bosco.

Temos que concluir dizendo que muitos consideraram este sonho como uma verdadeira visão ou profecia, embora (São) João Bosco ao narrá-lo parece que não se propôs outra coisa que, induzir aos jovens a rezar pela Igreja e pelo Sumo Pontífice inculcando-lhes ao mesmo tempo a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima.

Vídeo: quadro do sonho das duas colunas na Basílica de Maria Auxiliadora, Turim
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI



(Fonte: PIETRO ZERBINO (a.c. di), I sogni di Don Bosco, Leumann: LDC, 1995/2a ristampa, pp 53-55). Tradução de Os Sonhos de São João Bosco)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Fátima, Aparecida, Lutero e Lenine: quatro centenários
dos quais depende a sorte do mundo em 2017

Enquanto os católicos comemoram o centenário da aparição de Fátima, o comunismo rememora a sanguinária revolução anticristã russa
Enquanto os católicos comemoram o centenário da aparição de Fátima,
o comunismo rememora a sanguinária revolução anticristã russa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Em 2017 se comemora o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. E também o terceiro centenário do miraculoso achado de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, no rio Paraíba, na segunda quinzena de outubro de 1717.

Em sentido oposto, também se completam outros dois centenários de eclosões que podem ser tidas como geradas nos abismos infernais:

1) O início da revolta de Lutero em 1517 (em 31 de outubro de 1517 ele afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg as 95 teses que continham os postulados de sua insurreição);

2) A revolução comunista chefiada por Lenine na Rússia em 25 de outubro de 1917 (7 de novembro pelo calendário gregoriano).

Dois centenários de eventos vindos do Céu e dois inspirados pelo demônio.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Bispos apelam à oração para
que o Papa Francisco não conceda a Eucaristia aos adúlteros

D. Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana, D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Astana e D. Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O apelo dos bispos

+ Tomash Peta, Arcebispo Metropolita de Astana

+ Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da arquidiocese de Astana

+ Jan Pawel Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda

Após a publicação da Exortação Apostólica Amoris laetitia, em algumas igrejas particulares, foram publicadas normas aplicativas e interpretações, segundo as quais os divorciados que atentaram o matrimônio com um novo parceiro apesar do vínculo sacramental com o qual estão unidos aos seus legítimos cônjuges, são admitidos aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia sem cumprirem o dever divinamente estabelecido de cessarem a violação do seu vínculo matrimonial sacramental.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

7 verdades do padre Amorth
sobre a Revolução do diabo contra a Igreja

Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Madonna del Soccorso  (Nossa Senhora do Socorro), Ascoli Satriano, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A equipe do site Aleteia fez uma oportuna compilação de sete verdades – que poderiam ser mais, obviamente – do experiente lutador contra Satanás padre Gabriele Amorth, exorcista da cidade dos Papas, Roma.

Elas poderão ser apreciadas por todos os que acompanham os temas que viemos focando em nosso blog Aparição de La Salette e suas profecias relacionados com a participação do chefe dos infernos na grande Revolução anticristã contra a qual Nossa Senhora quis alertar a Cristandade na montanha de La Salette.

Ei-las:

1. Satanás é o tentador desde o princípio dos tempos:

“Satanás é o tentador desde o princípio e é monótono – ele me confirmou isto: usa o mesmo método para tentar o homem, que é livre; usa as suas fraquezas.

“A ação ordinária é tentar; e a extraordinária, e muito rara, é a possessão diabólica”.

2. O diabo é uma pessoa, não uma simples representação do mal:

“Satanás quer que não falemos dele; ele se esconde. O diabo é uma pessoa. Não é só uma mera representação do mal”, disse o pe. Amorth ao canal TV2000.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O fogo calcinou tudo,
mas o Sagrado Coração de Jesus ficou em pé

Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé, após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Estátua do Sagrado Coração de Jesus, única que sobrou, e em pé,
após incêndios florestais em Sevier County, Tennessee (EUA), novembro 2016
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Jornalistas da rede de TV CNN coletavam fotos das ruínas causadas por pavorosos incêndios florestais que atingiram Gatlinburg e outras cidades vizinhas no estado de Tennessee, EUA.

Foram contabilizados pelo menos treze mortos, mais de cem feridos, por volta de 1.400 edificações destruídas, em consequência do incêndio que um socorrista qualificou de “apocalipse”.

Mas a equipe ficou atônita diante de uma casa no condado de Sevier reduzida a cinzas fumegantes.

Entre os restos calcinados se mantinha de pé uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, manifestamente envolvida pelas chamas, mas que seguia apontando para as chamas de amor de Seu Coração que nunca se extinguem.

Os cinegrafistas constataram que a imagem era a única coisa que tinha sobrado da casa.

Na mesma semana, Isaac McCord, funcionário do parque temático local Dollywood, encontrou uma página parcialmente queimada de uma Bíblia. Nela podia se ler um versículo do livro de Joel:

“19. Clamo a vós, Senhor, porque o fogo devorou a erva do deserto, a chama queimou todas as árvores do campo;” (Joel 1,19)

Muitos julgaram ver no fato um sinal da realização próxima da advertência do profeta Joel, acompanhada de um apelo à penitência e à conversão:

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Imaculada Conceição: “um cavaleiro vai entronizá-la no topo do Kremlin”, previu São Maximiliano Kolbe

Imaculada Conceição, Sevilha. No fundo: o Kremlin na noite
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No segredo de La Salette encontramos uma descrição que parece se aplicar a nossos dias onde campeia o pecado, o crime, a desordem e a impiedade.

Em consequência desse estado de revolução profunda contra a ordem da Criação adviriam imensas calamidades regeneradoras e purificadoras da Igreja e da ordem temporal.

Mensagem de todo análoga encontramos em Fátima, onde Nossa Senhora acrescentou profeticamente que a Rússia espalharia seus erros – quer dizer o comunismo – e se transformaria no flagelo do mundo.

Porém, após colossais eventos que incluiriam a desaparição de nações, a Rússia haveria de se converter e o Imaculado Coração de Nossa Senhora triunfará, e a humanidade será restaurada.

Uma confirmação colateral mas preciosa a estas grandes profecias foi feita pelo Padre Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941). Ele nasceu na Polônia, país onde exerceu o principal de seu apostolado, e foi canonizado em 1982.

Em Roma, no dia 11 de fevereiro de 1937, São Maximiliano Kolbe, durante solene encerramento da Academia da Imaculada, na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas fez profecia que impressionou profundamente aos presentes:

“Aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cabe aos homens sustar o castigo iminente

Luis Dufaur
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Neste mês de outubro se celebra o 99º aniversário da sexta e última aparição de Fátima 1917 quando aconteceu o milagre do Sol. No próximo ano se comemorará o centenário.

Sabe-se que Nossa Senhora, falando aos três pastorinhos em Fátima. e, mais tarde, manifestando-se à Irmã Lúcia, prenunciou terríveis castigos para a humanidade.

Não é próprio perguntar se as predições de Fátima se vão realizar, pois elas já se estão realizando, e, de outro lado, depende em grande medida de nós, sustar, ainda a esta altura dos fatos, sua inteira realização.


Cabe aos homens sustar o castigo iminente


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Irmã Lúcia: “o demônio está travando
uma batalha decisiva contra a Santíssima Virgem”

A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
A Irmã Lúcia no Carmelo de Coimbra
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”




A missão da Irmã Lúcia

“Senhor Padre, eis porque a minha missão não é indicar ao mundo os castigos materiais que certamente virão se antes o mundo não rezar e se sacrificar.

“Não! A minha missão é indicar a todos o perigo iminente em que estamos de perder as nossas almas para toda a eternidade, se nos obstinarmos no pecado.”

A urgência da conversão

A Irmã Lúcia também me disse:

“Senhor Padre, não devemos esperar que venha de Roma, da parte do Santo Padre, um apelo ao mundo para que faça penitência.

“Nem devemos esperar que esse apelo à penitência venha dos nossos Bispos, nas nossas Dioceses, nem das congregações religiosas.

“Não! Nosso Senhor já usou muitas vezes destes meios, e o mundo não prestou atenção.

“Eis porque, agora, é necessário que cada um de nós comece a reformar-se espiritualmente.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Irmã Lúcia: “Deus vai castigar o mundo,
e vai castigá-lo de uma maneira tremenda”

A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
A Irmã Lúcia quando estava nas religiosas doroteias.
Luis Dufaur
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Em 26 de Dezembro de 1957 o Padre Augustín Fuentes, que estava a preparar-se para ser postulador das causas da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

Avistou-se com a Irmã Lúcia no seu convento em Coimbra, Portugal; e ali pôde conversar amplamente com a vidente de Fátima.

Ao voltar ao México, o seu país natal, fez uma conferência sobre esse encontro, em que se referiu às palavras da Irmã Lúcia.

O Padre Alonso, que seria mais tarde arquivista oficial de Fátima durante 16 anos, sublinhou que o relato da conferência foi publicado;

“Com todas as garantias de autenticidade e com a devida aprovação episcopal, incluindo a do Bispo de Fátima.”

O Padre Fuentes afirmou que a mensagem vinha “da própria boca da principal vidente.”

O relatório do Padre Fuentes

“Quero falar-lhes da última conversa que tive com a Irmã Lúcia em 26 de Dezembro (do ano passado). Encontrei-a no seu convento. Estava muito triste, muito pálida e abatida. Ela disse-me”:

“Ninguém fez caso”

“Senhor Padre, a Santíssima Virgem está muito triste, por ninguém fazer caso da Sua Mensagem, nem os bons nem os maus:

Os bons, porque continuam no seu caminho de bondade, mas sem fazer caso desta Mensagem;

Os maus, porque, não vendo que o castigo de Deus já paira sobre eles por causa dos seus pecados, continuam também no seu caminho de maldade, sem fazer caso desta Mensagem.

“Mas creia-me, Senhor Padre, Deus vai castigar o mundo, e vai castigá-lo de uma maneira tremenda. O castigo do Céu está iminente.”

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Profissão de fé de São Pedro Canísio S.J.:
“abomino Lutero, detesto Calvino, amaldiçoo todos os hereges”

São Pedro Canísio S.J. (1521-1597) Doutor da Igreja chamado “Martelo dos Hereges”.
São Pedro Canísio S.J. (1521-1597).
Doutor da Igreja chamado “Martelo dos Hereges”.
Luis Dufaur
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São Pedro Canísio S. J. (1521-1597), holandês foi o primeiro jesuíta da província alemã da Companhia de Jesus.

É considerado pela Igreja como o segundo mais importante apóstolo da fé católica na Alemanha, após São Bonifácio.

Foi apelidado “Martelo dos Hereges” pela clareza e eloquência com que criticava as posições dos cristãos não católicos. Foi canonizado e proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI em 1925.

Veja mais sobre a vida de São Pedro Canísio em CATOLICISMO.

Assim reza a Profissão de fé do santo e douto jesuíta:


Professo diante de Vós a minha fé, Pai e Senhor do Céu e da terra, Criador e Redentor meu, minha força e minha salvação, que desde os meus mais tenros anos não cessastes de nutrir-me com o pão sagrado da vossa Palavra e de confortar o meu coração.

A fim de que eu não vagasse, errando como as ovelhas transviadas que não têm pastor, Vós me congregastes no seio de vossa Igreja; colhido, me educastes; educado, continuastes a me ensinar com a voz daqueles Pastores nos quais Vós quereis ser ouvido e obedecido como em pessoa pelos vossos fiéis.

Confesso em alta voz, para a minha salvação, tudo aquilo que os católicos sempre acreditaram de bom direito em seus corações.

Abomino Lutero, detesto Calvino, amaldiçoo todos os hereges; não quero ter nada em comum com eles, porque não falam nem ouvem retamente, nem possuem a única regra da verdadeira Fé proposta pela Igreja una santa católica apostólica e romana.

domingo, 30 de outubro de 2016

Lutero pensa que é divino

O sono da razão e da Fé em Lutero e em seus seguidores produziu monstros. Francisco Goya, (1746-1828). Museu do Prado, Madri.
O sono da razão e da Fé em Lutero e em sequazes produziu monstros.
Francisco Goya, (1746-1828). Museu do Prado, Madri.




continuação do post anterior: Lutero não e não



Não compreendo como homens de Igreja contemporâneos, inclusive dos mais cultos, doutos ou ilustres, mitifiquem a figura de Lutero, o heresiarca, no empenho de favorecer uma aproximação ecumênica, de imediato com o protestantismo, e indiretamente com todas as religiões, escolas filosóficas etc.

Não discernem eles o perigo que a todos nos espreita, no fim deste caminho, ou seja, a formação, em escala mundial, de um sinistro supermercado de religiões filosofias e sistemas de todas as ordens, em que a verdade e o erro se apresentarão fracionados, misturados e postos em balbúrdia?

Ausente do mundo só estaria – se até lá se pudesse chegar – a verdade total; isto é, a fé católica apostólica romana, sem nódoa nem jaça.

Sobre Lutero – a quem caberia, sob certo aspecto, o papel de ponto de partida nessa caminhada para a balbúrdia total – publico hoje mais alguns tópicos que bem mostram o odor que sua figura revoltada espargiria nesse supermercado ou melhor, nesse necrotério de religiões, de filosofias, e do próprio pensamento humano.

Segundo em anterior artigo prometi, tiro os da magnífica obra do padre Leonel Franca S.J., “A Igreja, a Reforma e a Civilização” (Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 3ª ed., 1934, 558 pp.).

Elemento absolutamente característico do ensinamento de Lutero é a doutrina da justificação independente das obras.

Em termos mais chãos, que os méritos superabundantes de Nosso Senhor Jesus Cristo só por si asseguram ao homem a salvação eterna.

De sorte que se pode levar nesta terra uma vida de pecado, sem remorsos de consciência, nem temor da justiça de Deus.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Lider Protestante: “o Papa Francisco
está se movendo rumo a um novo modelo de papado”

Papa Francisco recebe luteranos com estátua do heresiarca no Vaticano.
Papa Francisco recebe luteranos com estátua do heresiarca no Vaticano.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O início do centenário das aparições de Fátima, em 13 de outubro de 2016, foi enterrado sob um manto de silêncio.

Nesse mesmo dia, o Papa Francisco recebeu mil “peregrinos” luteranos na Sala Paulo VI, enquanto no Vaticano era homenageada uma estátua de Martinho Lutero.

Como isso poderá repercutir na História próxima? O que nos aguarda em 2017?

O artigo a seguir do Professor Roberto de Mattei fornece importantes informações não difundidas na impressa brasileira.



Duas celebrações se sucederão em 2017: os 100 anos das aparições de Fátima, ocorridas entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917, e os 500 anos da revolta de Lutero, iniciada em Wittenberg, Alemanha, em 31 de outubro de 1517.

Mas no próximo ano ocorrem também dois outros aniversários, dos quais se fala menos: os trezentos anos da fundação oficial da maçonaria (Londres, 24 de junho de 1717) e os cem anos da Revolução russa de 26 de outubro de 1917 (no calendário juliano, em uso no império russo; no dia 8 de novembro, segundo o calendário gregoriano).

No entanto, entre a Revolução protestante e a comunista, passando pela Revolução francesa, filha da maçonaria, corre um ininterrupto fio vermelho que Pio XII, no famoso discurso Nel contemplare, de 12 de outubro de 1952, resumiu em três fases históricas, correspondentes ao protestantismo, ao iluminismo e ao ateísmo marxista:

“Cristo sim, a Igreja não. Depois: Deus sim, Cristo não. Finalmente, o grito ímpio: Deus está morto; ou antes, Deus nunca existiu.”

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Lutero: não e não

Com Lutero no centro, a assembleia dos heresiarcas protestantes concordou num ponto especialmente blasfemo: o homem peca por vontade de Deus
Com Lutero no centro, a assembleia dos heresiarcas protestantes
concordou num ponto especialmente blasfemo: o homem peca por vontade de Deus!





Tive a honra de ser, em 1974, o primeiro signatário de um manifesto publicado em cotidianos dos principais do Brasil e reproduzido em quase todas as nações onde existiam as então onze TFPs.

Era seu titulo: “A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas – Para a TFP: omitir-se? Ou resistir?” (cfr. “Folha de S.Paulo”, 10-4-74).

Nele, as entidades declararam seu respeitoso desacordo face à “ostpolitik” conduzida por Paulo VI, e expunham pormenorizadamente suas razões para tanto. Tudo – diga-se de passagem – expresso de maneira tão ortodoxa que ninguém levantou a propósito qualquer objeção.

Para resumir numa frase, ao mesmo tempo toda a sua veneração ao Papado e a firmeza com a qual declaravam sua resistência à “ostpolitik” vaticana, as TFPs diziam ao Pontífice:

“Nossa alma é Vossa, nossa vida e Vossa. Mandai-nos o que quiserdes só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe. A isto nossa consciência se opõe”.

Lembrei-me desta frase com especial tristeza, lendo a carta escrita por João Paulo 2º ao cardeal Willebrands (cfr “L'Osservatore Romano”, 6-11-83), a propósito do quingentésimo aniversário do nascimento de Martinho Lutero, e assinada no dia 31 de outubro p.p. data do primeiro ato de rebelião do heresiarca, na Igreja do castelo de Wittenberg.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Cardeal Pie: a ousadia do Anticristo
tentará os fiéis para a ‘religião nova’ do relativismo

“O desabrochar do Anticristo se fará conhecer vendo os homens malvados exultantes e reverdecidos”.
Os homens adorarão a besta da Terra e a Besta do mar, Museo Paul Getty
Luis Dufaur
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Pois é preciso dizê-lo, na medida em que as sociedades irão se divorciando do cristianismo, o papel dos homens de bem, dos homens de fé, tornar-se-á cada vez mais impossível.

Ouvi ainda o nosso Santo Doutor [Santo Hilário de Poitiers]. Ele fala desses últimos tempos que Nosso Senhor anunciou que se aproximam e sinalizou seu caráter com a figura da figueira cujos galhos começam a amolecer.

“Com efeito, diz ele, se saberá que o Anticristo começa a despontar, a brotar: Antichristus autem frondescere noscetur; o desabrochar do Anticristo se fará conhecer vendo os homens malvados exultantes e como que reverdecidos: Antichristus autem frondescere quadam peccatorum exultantium viriditate noscetur.

“Pois haverá então uma nata de malvados, uma elite de perversos; e todas as vantagens, todos os favores e toda a consideração serão concedidos aos irreligiosos: Erit enim tum flos criminosorum, et honor facinorosorum, et gratia profanorum (Comment, in Matth., XXVI, 2)”.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista, partiu para a eternidade

O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
O Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Agência Boa Imprensa – ABIM



Em 16 de setembro [2016], aos 91 anos de idade faleceu o Exorcista da diocese de Roma, que sempre alertou a respeito do perigo da crescente ação diabólica na atualidade.

Em memória do Revmo. Pe. Gabriele Amorth transcrevemos a seguir uma importante entrevista que ele concedeu com exclusividade para a revista Catolicismo e publicada em sua edição Nº 596, de agosto de 2000.

O Padre Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo é muito apreciado por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade apostólica jornalística. Seu programa na Radio Maria peninsular contava com 1.700.000 ouvintes.

O Pe. Amorth tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições.

A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.

Solicitadíssimo por inúmeras pessoas necessitadas de amparo contra as insídias diabólicas, o Pe. Amorth exerce intenso e extenuante trabalho apostólico.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cardeal Pie: perseguição atual da Igreja prefigura o Anticristo

Já não é tempo de calar, mas de combater. La Bible historiatus de Pierre [le Mangeur], BnF, Département des manuscrits, Français 155, fol 195r.
Já não é tempo de calar, mas de combater.
La Bible historiatus de Pierre [le Mangeur], BnF, Département des manuscrits, Français 155, fol 195r.
Luis Dufaur
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Perdoai a energia de algumas de minhas palavras.

Pode-se manter o sangue frio diante tudo o que se pratica hoje no mundo?

Será que das profundezas da consciência oprimida dos pastores não saem em certas horas brados que as circunstâncias ordenam que eles expliquem?

Não têm os profetas do Altíssimo o direito de permanecer em silêncio quando a iniquidade parece liberta e supera todos os limites de iniquidade, quando o machado está no pé da árvore secular do papado, quando a moral universal é ridicularizada publicamente, e quando o banditismo parece ter-se tornado o novo direito do povo?

A posteridade não irá nos acusar pelo excesso de nossa prolongada moderação, não recearemos que a autoridade dos grandes doutores nos censure por termos esquecido que os servos de Deus devem conciliar liberdade e submissão? (In Ps. LII, 14) (...)

Chegou o tempo de falar porque o tempo de calar acabou...

Olhando para as nuvens para ver se Cristo não vai aparecer, porque o Anticristo domina a Terra.

Chegou o tempo em que os pastores devem levantar a sua voz, porque Satanás se transformou em anjo de luz. (...)