segunda-feira, 14 de maio de 2018

Os três dias de trevas (primeira parte)

Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.
Corpo da Beata Anna Maria Taigi, igreja de São Crisógono, Roma.




Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs












Continuação do post anterior: Os apóstolos dos últimos tempos desmascararão a conjuração na Igreja 








O capitulo final do desfazimento da Revolução bem poderá culminar nos chamados “três dias de trevas”.

Eles têm um fundamento bíblico e foram objeto de comentários e/ou visiones de almas santas ou privilegiadas.

A revelação particular mais famosa sobre esses três dias de trevas é atribuída à Bem-aventurada Ana Maria Taigi (1769-1837). Veja: A contemplativa da luta entre a Luz e as Trevas

Nos tempos do Bem-aventurado essa visão já tinha notoriedade. Sua versão mais autorizada se lê no processo de beatificação da Beata Taigi.

Encontra-se no testemunho de Mons. Raffaele Natali, confidente da vidente e anotador de suas visões durante décadas, quem depôs nestes termos:

“No ano de 1818, a Serva de Deus me descreveu a revolução de Roma e tudo o que aconteceu, e em seguida me falou muitas vezes, de um modo muito mais espantoso, dizendo que havia sido mitigada em atenção às orações de muitas almas amadas por Deus, as quais se tinham oferecido a Ele para satisfazer a Justiça Divina.

“Mas [que viria um dia em que] a iniquidade iria marchar em triunfo e muitos crentes bons haveriam de tirar a máscara.

“Que o Senhor queria denunciar a cizânia, porque logo a seguir Ele saberia o que fazer com ela.

“Que as coisas chegarão a um ponto tal, que o homem não será mais capaz de pô-las em ordem, mas que o braço onipotente de Deus haveria de remediar tudo.

“Que as coisas chegarão a um ponto tal,
que o homem não será mais capaz de pô-las em ordem”.
Detalhe de Tentações de Santo Antão,
Jan Brueghel o Velho (1568 - 1625), Museu Nacional de Escultura, Valladolid
“Disse-me que o flagelo da terra havia sido mitigado, mas não o do Céu, que será horrível, espantoso e universal.

“Que Nosso Senhor não o tinha comunicado nem às suas almas mais amadas na terra. Que haveria de chegar inesperadamente e que os ímpios haveriam de ser destruídos.

“Mas que antes de dito castigo, todas as almas que na sua época gozavam de fama de santidade teriam sido sepultadas.

“Que numerosos milhões de homens haveriam de morrer por causa do ferro nas guerras, outra parte em conflitos e outros milhões em mortes imprevistas — entende-se que por todo o mundo.

“Que, em consequência, nações inteiras haveriam de retornar à unidade da Igreja Católica, muitos turcos, gentios e hebreus haveriam de se converter e que os cristãos haveriam de ficar estupefatos, confundidos e admirados vendo seu fervor e observância.

“Numa palavra, ela me disse que o Senhor queria purgar o mundo e Sua Igreja, para o qual preparava uma nova safra de almas que, desconhecidas, haveriam de realizar grandes obras e surpreendentes milagres.

“Disse-me que, depois de a terra ter sido purificada com guerras, revoluções e outras calamidades, começaria o castigo do Céu, o qual culminaria com uma convulsão geral de fenômenos meteorológicos dos mais espantosos trazendo grande mortalidade.

“A Serva de Deus me disse várias vezes que o Senhor lhe fez ver no misterioso Sol o triunfo universal da nova Igreja, tão grande e surpreendente que não podia explicá-lo”

(Proc. Ord. fol. 695-696 apud Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica”, Libreria Editrice Religiosa, Roma, 1922, 423 págs., pp. 340-342).

Durante grande parte de sua vida, a bem-aventurada Taigi teve sempre presente diante de si um disco dourado, semelhante a um sol, no qual via representados acontecimentos presentes ou futuros.

(cfr. Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica — Madre di famiglia e terziaria dell'Ordine della Ss. Trinità”, Libreria Editrice Religiosa, Roma — Scuola tipografica italo-orientale S. Nilo , Grottaferrata, 1922, 423 pp.).




segunda-feira, 7 de maio de 2018

Os apóstolos dos últimos tempos
desmascararão a conjuração na Igreja

O diabo sendo acorrentado. Nossa Senhora de Quito, col.part.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Continuação do post anterior: A Igreja renovada pelo Espírito Santo contra-ataca



Em seu principal livro “Mis relaciones con la Iglesia”, o Beato Palau descreve outros sinais característicos dos chamados apóstolos dos últimos tempos:

“acorrentarão o príncipe tenebroso que corrompeu todos os reis da Terra; arrancarão dos falsos pastores a pele de ovelha e exibirão sua hipocrisia ante todo o rebanho” (in “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, pp. 916, p. 583).


Dessa maneira, segundo o Beato cujo pensamento ora expomos, na derrubada da Revolução resplandecerá de modo incomparável o poder de Deus, que durante os dias da Revolução parecia estar de braços cruzados:

“A ira de Deus, que agora castiga invisível e espiritualmente a raça de Adão, permitindo o triunfo do erro, tornar-se-á visível e tão visível, que ninguém, absolutamente ninguém, poderá duvidar da onipotência do Deus que agora os católicos invocamos e que parece fazer-se de surdo. Esse dia virá quando ninguém acreditar nele” (“La noche”, El Ermitaño, Nº 169, 1-2-1872).

Os espíritos das trevas ficarão sobremaneira confundidos e desconjuntados. Procurarão fazer vingança em seus cúmplices humanos, que são seus instrumentos por permissão de Deus:

“Com ira, anátema e maldição — explicava — Deus visitará o incrédulo, e, entre os incrédulos, aquele que diz ser católico, (...)

“católico da raça daqueles que escarnecem de tudo quanto ensina o catolicismo sobre a justiça divina e sobre os demônios, que são seus executores.

O grande incêndio de Londres, 2 a 5 de setembro de 1666, Museum of London.
O grande incêndio de Londres, 2 a 5 de setembro de 1666, Museum of London.
“A esses dirigirá o inferno todos seus furores” (“Preservativo para las casas y campos contra el fuego de la ira de Dios”, El Ermitaño, Nº 144, 10-8-1871).

As obras revolucionárias, que se erguiam contrariando a ordem natural em virtude da influência de potências infernais, cairão de vez, estrepitosamente.

Inclusive o bem-aventurado supunha que regiões inteiras sacudirão na hora de serem abandonadas pelos demônios que as possuíam:

“Assim como os espíritos enviados para possuir os corpos humanos substituem nessa posse a alma racional, assim estes outros [n.r.: espíritos das trevas] possuem a natureza, e (se Deus lhes conceder permissão) manipulam suas propriedades contra o homem.

“Por essa razão será horrendo o dia em que esses espíritos de erro e de maldade forem jogados no abismo, porque será Deus quem, como autor da ordem natural e social que transtornam, os vomitará servindo-se da própria natureza. (...)

“O orbe inteiro, ao expelir de seu seio tanta maldade, dará sinais que ninguém ignorará o que significam” (“Signos en el cielo y sobre la tierra”, El Ermitaño, Nº 143, 3-8-1871).

“A natureza em vômito jogará no abismo esses anjos de maldade numa daquelas horríveis convulsões, que para o incrédulo será mais terrível que o dia do dilúvio” (“El reino de las tinieblas”, El Ermitaño, Nº 122, 9-3-1870.).

Diante de tão grandes comoções, muitos poderão acreditar que se trata de desastres puramente naturais.

Mas os apóstolos dos últimos tempos obrigarão os demônios a confessar sua operação e sua culpa, para edificação dos homens de pouca fé.

Os espíritos tenebrosos deixarão claro qual foi e é seu papel na Revolução. A própria “estirpe de Judas”, que vinha corroendo a Igreja na escuridão, será denunciada, exposta em toda sua evidência e execrada:

Gargouille de Notre Dame de Paris com fundo de  fogo
Gargouille de Notre Dame de Paris com fundo de  fogo
“O diabo fez perder a fé, toda a fé referente à sua obra de maldade, que está urdindo sobre a terra em união com o homem mau.

“E na hora de ser precipitado no abismo, ele próprio vai reparar com seu poder esse dano.

“Ele vai dar testemunho de sua existência e do poder que comunicou a todo um exército de homens.

“Ai desse dia! Ai daqueles que agora advogam por ele e combatem essa fé! Ai desse homem!

“Ai do Judas, que desde o santuário entrega ao diabo o templo de Deus, vende suas ovelhas e protege os lobos para que as devorem a seu bel-prazer!” (“Triunfo de la Cruz”, El Ermitaño, Nº 125, 30-3-1871).

O bem-aventurado esperava que os apóstolos dos últimos tempos realizassem portentos que completariam a extinção da Revolução e todos os males que ela causa às almas:

“Naquele dia à voz dos profetas abrirá a terra, e o inferno tragará vivos os apóstolos da mentira à vista dos povos, (...)

“naquele dia os profetas enviados por Deus para a redenção das nações, rechaçarão a força bruta do homem com a força divina.

“A pedido de sua voz descerá fogo do céu, e à vista dos povos reduzirá a cinzas o poderoso que tente impedir sua missão” (“Cataclismo social”, El Ermitaño, Nº 148, 7-9-1871).

Por maiores e tremendos que sejam esses castigos, muito maior será a glorificação da Igreja, cuja ofensa constituiu a suprema razão de ser desses castigos:

“Será tão estupenda a última missão que Deus prepara para a sua Igreja, que sua voz, a voz dos apóstolos calará a política.

“Será com voz de trovão, como trombeta de arcanjo, a qual não poderá abafar o estampido do canhão nem o brado dos guerreiros” (“Un rayo de la aurora boreal”, El Ermitaño, Nº 172, 22-2-1872).




segunda-feira, 30 de abril de 2018

A Igreja contra-ataca, renovada pelo Espírito Santo

A tempestade ameaçava afundar a barca de Pedro, mas Jesus dormia,
Rembrandt van Rijn (1606 – 1669), Isabella Stewart Gardner Museum.
“23. Subiu ele a uma barca com seus discípulos.
24. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande,
      que as ondas cobriam a barca.
      Ele, no entanto, dormia.
25. Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo:
      Senhor, salva-nos, nós perecemos!
26. E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé?
      Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar,
      e fez-se uma grande calmaria.
27. Admirados, diziam:
      Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?”
      São Mateus, 8, 23-27.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Proteção divina do Papado em meio a tentativa de demolição




O domínio acachapante da Revolução, segundo as clarividentes previsões do santo carmelita, irá se debilitando. O fato enlouquecerá o chefe do processo revolucionário, que desatará seu ódio.

Por ocasião dos desesperados furores persecutórios de Satanás, a Igreja buscará refugio em lugares menos ao alcance da tempestade. Ali resistirá aos assaltos agônicos do furor revolucionário.

Nesses momentos extremos de aparente esmagamento e risco de extinção, ponderava o bem-aventurado, o Espírito Santo enviará seu sopro regenerador sobre a Igreja perseguida.

E Ela, renovada por graças extraordinárias, empreenderá a contraofensiva:

“A Igreja mudará uma segunda vez a face do mundo, mas antes terá que descer ao silêncio dos sepulcros.

“Com seus templos arruinados, Ela se recolherá na solidão das montanhas. Ali receberá o Espírito Santo na plenitude dos dons que precisa para salvar a sociedade moderna” (“La Internacional”, El Ermitaño, Nº 147, 31-8-1871.).

Tal ação do Espírito Santo terá notável analogia com a descida do Paráclito sobre os Apóstolos no Cenáculo.

Mas desta vez aconteceria entre perseguições e martírios, em plena luta contra a Revolução desvairada. Condições bem opostas às festeiras comemorações “carismáticas” mais ou menos identificadas com irenismos relativistas interconfessionais:

Pentecostes, bordado pelas dominicanas de Stone, Staffordshire, Inglaterra.
“O Espírito Santo desceu sobre o Monte Sinai entre trovões, relâmpagos e tempestades para anunciar ao povo a lei do Decálogo que havia olvidado.

[Nota: “18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas; o fumo que subia do monte era como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia com violência”. (Êxodo, 19, 18)

“O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos numa tempestade [Nota: “2. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
“3. Apareceu-lhes então umas espécies de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles”. (Atos dos Apóstolos, 2, 2-3)].

“Em tempestade descerá mais uma vez, e jogará no abismo o espírito mau, ímpio, espírito tenebroso revolucionário, que possui o corpo moral da sociedade humana e que a agita a partir destes ares que respiramos, em horríveis convulsões políticas” (“La Tempestad”, El Ermitaño, Nº 149, 15-9-1871.).

A Igreja sob o impetuoso sopro renovador do Espírito Santo iniciará o contra-ataque.

Ela denunciará por todas as partes a Revolução, seus chefes e sequazes. Tal pregação terá um vigor irresistível:

“Após reconhecer como fato histórico que Satanás dirige a obra da Revolução, a sustenta, lhe confere força, poder e forma, a Igreja será consequente: atacá-lo-á em guerra ofensiva e o vencerá” (“Incendio de barracas en Barcelona”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).

“A Igreja (...) sozinha se apresentará impávida no campo de batalha em guerra ofensiva, sozinha lutará, sozinha vencerá, e só a Ela suas filhas, as nações. darão glória e honra” (“Esclavitud de las naciones”, El Ermitaño, Nº 132, 18-5-1871).

“Não será a Revolução que se pronunciará oficialmente contra a Igreja, mas será Esta que acometerá contra aquela” (“Las tinieblas: eclipse total de sol en el mundo oficial”, El Ermitaño, Nº 145, 17-8-1871).

Diante do olhar atônito das multidões, os discípulos do Restaurador prometido — os apóstolos dos últimos tempos — expulsarão os verdadeiros mentores da Revolução, denunciando seus artifícios e seus verdadeiros objetivos.

Obrigá-los-ão a se reconhecerem como tais e lhes ordenarão inapelavelmente cessar de fazer mal aos homens e a abandonar a Terra:

Beato Palau. No fundo: o monte Vedrà
“Quando virdes uma ordem de apóstolos ou missionários que lançam os demônios e os põem a descoberto, (...)

“no ato, publicamente nas praças, ruas e casas; quando virdes que as enfermidades causadas nos corpos humanos ficam curadas na hora;

“quando virdes que os demônios já não mais resistem, mas fogem até de nossa sombra (...)

“Enxotado o princeps hujus mundi do santuário, expulso o rei das trevas do convívio dos filhos e filhas do povo de Deus; vencido esse em seu próprio terreno, que é o da força eclesiástica puramente espiritual,

“esse triunfo trará como resultado infalível o da Igreja no campo da política e da força material; a revolução do mundo vai cair” (“Elías y el Anticristo”, El Ermitaño, Nº 22, 1-4-1869).





segunda-feira, 23 de abril de 2018

Beato Palau: proteção divina do Papado contra as tentativas de demolição

Anjo com a Lança da Paixão sobre a Ponte de Sant'Angelo, Roma
Anjo com a Lança da Paixão sobre a Ponte de Sant'Angelo, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Os Apóstolos dos Últimos Tempos e a catástrofe súbita da Revolução



O bem-aventurado Palau (1811-1872) admitia que a perseguição revolucionária pudesse forçar o Papa a sair temporariamente de Roma.

Nesse caso haveria de padecer as humilhações de um exilado.

Isso já aconteceu historicamente. Por exemplo, o Papa São Gregório VII assediado pelas tropas do imperador Henrique IV teve que se exilar em Monte Cassino primeiro, e depois em Salerno, onde faleceu e está enterrado.

Suas últimas palavras foram: “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio” “Dilexi iustitiam et odivi iniquitatem, propterea morior in exilio” (Herbert Edward John Cowdrey, “Pope Gregory VII, 1073-1085: 1073-1085”; Oxford University Press, 1998, 743 pp., p. 680).

“O que será de Roma? Lactâncio, Tertuliano. S. Jerônimo, Santo Agostinho, Orósio, Andreas, Cesariense, Aretas, Victoriano, Sixto, Senense, Lindano, Bellarmino, Bozóo, Suárez, Salmerón, Pererio, Prado, Cornelio a Lapide, Alcázar, citados por Tirini, aplicam a Roma não à Igreja nem ao Papa, mas sim à cidade de Roma, à cidade de Roma capital da Itália, a Roma pagã, tudo quanto se lê nos capítulos VII e VIII do Apocalipse.

“Roma será destruída (...)

“É possível que o Papa traslade sua cadeira para outra parte? Não há lugar a dúvidas: ubi Petrus, ibi Ecclesia ... Várias vezes foi forçado a fugir de Roma.

“É possível que se instale em Jerusalém? Sim. Da mesma maneira que se transladou a Avignon (França) pode se estabelecer por mais ou menos tempo em Jerusalém. (...)

Corpo embalsamado do Papa São Gregório VII na catedral de Salerno, Itália
Corpo embalsamado do Papa São Gregório VII na catedral de Salerno, Itália
“Roma, quer dizer, a Igreja Católica não desfalecerá na fé, mas Roma como cabeça das nações gentias, sim, pode apostatar de Deus e de Cristo.

“Pode voltar ao paganismo. Se isso vier a suceder aonde irá a parar?

“Está escrito dela: et tu excideris, também tu serás cortada da árvore da vida, como foram outrora os judeus, se não permaneces na fé e és ingrata aos favores de Deus” (“La Iglesia coronada de espinas”, El Ermitaño, Nº 156, 2-11-1871.).

Esta possibilidade era sumamente viva nos tempos do B. Palau. Os Estados Pontifícios eram objeto de campanhas militares e de subversão armada das forças revolucionárias.

Roma acabou ocupada pela soldadesca do rei Vitor Manuel II e do carbonário Garibaldi.

A vida do Pontífice e também a do Clero romano corriam sérios riscos.

As arengas anticlericais mais extremistas reivindicavam a destruição das igrejas romanas, o extermínio ou banimento dos religiosos e a extinção do catolicismo pela violência.

Esses sinistros propósitos não se concretizaram em toda a sua radicalidade, mas denunciavam o fim último anelado pela Revolução.

Saque de Roma em 1527. Anônimo italiano séc. XVI-XVII, col. priv.
Saque de Roma em 1527. Anônimo italiano séc. XVI-XVII, col. priv.
Roma, não a Igreja Católica, mas os católicos falsos, traidores, será castigada. Deus derramará sobre ela o vaso de sua ira com mais severidade que sobre Paris.

“Esse é o juízo formulado por ‘El Ermitaño’ a respeito de Roma” (“París y Roma”, El Ermitaño, Nº 99, 29-9-1870.), escreveu o Beato pouco antes dos desmandos da Comuna de Paris e da invasão de Roma consumada no dia 20 de setembro de 1870.

“O que será de Roma? — indagava — O que será do trono pontifício?

O trono do Sumo Pontificado jamais cairá em ruínas. Sente-se nele Pedro, Paulo ou Pio, esteja em Roma ou em Jerusalém, subsistirá até o fim dos séculos.

“Ainda que dentro de uma gruta ou sobre uma pedra tosca e fria! Pouco importa.

“Ali onde está Pedro, ali está seu trono. Se Pedro se senta num deserto sobre o tronco de uma árvore, esse tronco tosco é seu trono, e se é crucificado seu trono é a cruz” (“Esclavitud de las naciones”, El Ermitaño, Nº 132, 18-5-1871.).

As ameaças revolucionárias contra a Cátedra de Pedro o levavam a vaticinar que um dia o Vigário de Cristo deveria ter que se esconder em alguma espécie de catacumba:

Tropas revolucionárias invadem Roma pela Porta Pia, 20-9-1870. Museu Torre di San Martino della Battaglia.
Tropas revolucionárias invadem Roma pela Porta Pia, 20-9-1870.
Museu Torre di San Martino della Battaglia.
“uma ordem de coisas que a mão do homem não pode segurar conduz a sociedade humana à abolição do culto público religioso católico, substituído no mundo oficial pela Religião do Estado.

“Assim o Papa voltará às catacumbas” (“Las tinieblas: eclipse total de sol en el mundo oficial”, El Ermitaño, Nº 145, 17-8-1871.).

Na perspectiva do bem-aventurado, a confusão e o caos na Igreja poderão vir a ser de tal magnitude, que seria indispensável uma intervenção extraordinária de Deus para deixar claro quem é o legítimo sucessor de Pedro:

“Derrotado o Anticristo, (...) então Deus, Ele próprio, nomeará um Papa que esteja de acordo com Seu Coração” (“Tres días de tinieblas sobre el orbe entero”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871.).

Uma eventual série de perseguições e humilhações, portanto, precederá uma retumbante glorificação do Papado.


Continua no próximo post: A Igreja renovada pelo Espírito Santo contra-ataca


segunda-feira, 16 de abril de 2018

O sonho das duas colunas de Don Bosco:
a crise, a morte do Papa, o novo Papa e o triunfo à luz de La Salette

O sonho das duas colunas, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 26 de maio de 1862 São João Bosco tinha prometido a seus jovens que lhes narraria algo muito agradável nos últimos dias do mês.

Em 30 de maio, pois, de noite contou-lhes uma parábola ou sonho segundo ele quis denominá-la.

Eis suas palavras:

“Quero-lhes contar um sonho. É certo que o que sonha não raciocina; contudo, eu que contaria a Vós até meus pecados se não temesse que saíssem fugindo assustados, ou que caísse a casa, este o vou contar para seu bem espiritual. Este sonho o tive faz alguns dias.

“Figurem-se que estão comigo junto à praia, ou melhor, sobre um escolho isolado, do qual não veem mais terra que a que têm debaixo dos pés.

“Em toda aquela vasta superfície líquida via-se uma multidão incontável de naves dispostas em ordem de batalha, cujas proas terminavam em um afiado esporão de ferro em forma de lança que fere e transpassa todo aquilo contra o qual arremete.

“Estas naves estão armadas de canhões, carregadas de fuzis e de armas de diferentes classes; de material incendiário e também de livros, e dirigem-se contra outra nave muito maior e mais alta, tentando cravar-lhe o esporão, incendiá-la ou ao menos fazer-lhe o maior dano possível.

“A esta majestosa nave, provida de tudo, fazem escolta numerosas navezinhas que dela recebiam as ordens, realizando as oportunas manobras para defender-se da frota inimiga. O vento lhes era adverso e a agitação do mar parece favorecer aos inimigos.

“Em meio da imensidão do mar levantam-se, sobre as ondas, duas robustas colunas, muito altas, pouco distantes a uma da outra.

“Sobre uma delas está a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés vê-se um amplo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum. (Auxilio dos Cristãos)

“Sobre a outra coluna, que é muito mais alta e mais grossa, há uma Hóstia de tamanho proporcionado ao pedestal e debaixo dela outro cartaz com estas palavras: Salus credentium. (Salvação dos crentes)

Detalhe do quadro do sonho, basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
“O comandante supremo da nave maior, que é o Romano Pontífice, ao perceber o furor dos inimigos e a situação difícil em que se encontram seus fieis, pensa em convocar a seu redor aos pilotos das naves ajudantes para celebrar conselho e decidir a conduta a seguir.

“Todos os pilotos sobem à nave capitaneada e congregam-se ao redor do Papa. Celebram conselho; mas ao ver que o vento aumenta cada vez mais e que a tempestade é cada vez mais violenta, são enviados a tomar novamente o mando de suas respectivas naves.

“Restabelecida por um momento a calma, O Papa reúne pela segunda vez aos pilotos, enquanto a nave capitã continua seu curso; mas a borrasca torna-se novamente espantosa.

“O Pontífice empunha o leme e todos seus esforços vão encaminhados a dirigir a nave para o espaço existente entre aquelas duas colunas, de cuja parte superior pendem numerosas âncoras e grosas argolas unidas a robustas cadeias.

“As naves inimigas dispõem-se todas a assaltá-la, fazendo o possível por deter sua marcha e por afundá-la. Umas com os escritos, outras com os livros, outras com materiais incendiários dos que contam em grande abundância, materiais que tentam arrojar a bordo; outras com os canhões, com os fuzis, com os esporões: o combate torna-se cada vez mais encarniçado.

“As proas inimigas chocam-se contra ela violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto resultam inúteis. Em vão reatam o ataque e gastam energias e munições: a gigantesca nave prossegue segura e serena seu caminho.

“Às vezes acontece que por efeito dos ataques de que lhe são objeto, mostra em seus flancos uma larga e profunda fenda; mas logo que produzido o dano, sopra um vento suave das duas colunas e as vias de água fecham-se e as fendas desaparecem.

“Disparam enquanto isso os canhões dos assaltantes, e ao fazê-lo arrebentam, rompem-se os fuzis, o mesmo que as demais armas e esporões. Muitas naves destroem-se e afundam no mar.

O novo Pontífice guia a nave até as duas colunas, Maria Ausiliatrice, Turim
“Então, os inimigos, acesos de furor começam a lutar empregando a armas curtas, as mãos, os punhos, as injúrias, as blasfêmias, maldições, e assim continua o combate.

“Quando eis aqui que o Papa cai ferido gravemente. Imediatamente os que lhe acompanham vão a ajudar-lhe e o levantam.

“O Pontífice é ferido uma segunda vez, cai novamente e morre. Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre as cobertas de suas naves reina um júbilo inexprimível.

“Mas apenas morto o Pontífice, outro ocupa o posto vacante. Os pilotos reunidos o escolheram imediatamente; de sorte que a notícia da morte do Papa chega com o da eleição de seu sucessor. Os inimigos começam a desanimar-se.

“O novo Pontífice, vencendo e superando todos os obstáculos, guia a nave em volta das duas colunas, e ao chegar ao espaço compreendido entre ambas, a amarra com uma cadeia que pende da proa uma âncora da coluna que ostenta a Hóstia; e com outra cadeia que pende da popa a sujeita da parte oposta a outra âncora pendurada da coluna que serve de pedestal à Virgem Imaculada. Então produz-se uma grande confusão.

“Todas as naves que até aquele momento tinham lutado contra a embarcação capitaneada pelo Papa, dão-se à fuga, dispersam-se, chocam entre si e destroem-se mutuamente. Umas ao afundar-se procuram afundar às demais.

“Outras navezinhas que combateram valorosamente às ordens do Papa, são as primeiras em chegar às colunas onde ficam amarradas.

“Outras naves, que por medo ao combate retiraram-se e que se encontram muito distantes, continuam observando prudentemente os acontecimentos, até que, ao desaparecer nos abismos do mar os restos das naves destruídas, remam rapidamente em volta das duas colunas, e chegando às quais se amarram aos ganchos de ferro pendentes das mesmas e ali permanecem tranquilas e seguras, em companhia da nave capitã ocupada pelo Papa. No mar reina uma calma absoluta.”

"Preparam-se dias difíceis para a Igreja" (Don Bosco)
Ao chegar a este ponto do relato, Don Bosco perguntou a São Miguel Rúa:

— O que pensas desta narração?

São Miguel Rúa respondeu:

— Parece-me que a nave do Papa é a Igreja da qual ele é a Cabeça: as outras naves representam aos homens e o mar ao mundo.

Os que defendem à embarcação do Pontífice são os fieis à Santa Se; os outros, seus inimigos, que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la.

As duas colunas salvadoras parece-me que são a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

São Miguel Rúa não fez referência ao Papa cansado e morto e São João Bosco nada disse tampouco sobre este particular. Somente acrescentou:

“Hás dito bem. Somente terei que corrigir uma expressão. As naves dos inimigos são as perseguições. Preparam-se dias difíceis para a Igreja. O que até agora aconteceu (na história da Igreja) é quase nada em comparação ao que tem de acontecer.

“Os inimigos da Igreja estão representados pelas naves que tentam afundar a nave principal e aniquilá-la se pudessem. Só ficam dois meios para salvar-se dentro de tanto desconcerto! Devoção a Maria.

“Frequentação dos Sacramentos: Comunhão frequente, empregando todos os recursos para praticá-la nós e para fazê-la praticar a outros sempre e em todo momento. Boa noite!

As conjecturas que fizeram os jovens sobre este sonho foram muitíssimas, especialmente no referente ao Papa; mas Don Bosco não acrescentou nenhuma outra explicação.

Quarenta e oito anos depois — em 1907 — um antigo aluno, cônego Don João Maria Bourlot recordava perfeitamente as palavras de Don Bosco.

Temos que concluir dizendo que muitos consideraram este sonho como uma verdadeira visão ou profecia, embora (São) João Bosco ao narrá-lo parece que não se propôs outra coisa que, induzir aos jovens a rezar pela Igreja e pelo Sumo Pontífice inculcando-lhes ao mesmo tempo a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Maria Santíssima.”


Vídeo: quadro do sonho das duas colunas na Basílica de Maria Auxiliadora, Turim




(Fonte: PIETRO ZERBINO (a.c. di), I sogni di Don Bosco, Leumann: LDC, 1995/2a ristampa, pp 53-55). Tradução de Os Sonhos de São João Bosco)

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Carta de São João Bosco ao imperador Francisco José:
“Minha ira está para estalar sobre a Terra”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No Segredo de La Salette Nossa Senhora considera que o futuro da Igreja e o futuro da ordem temporal estão intimamente ligados.

E Ela fala especialmente dos castigos que podem cair sobre as nações católicas mais amadas: a Itália e a França, se essas não ouvem sua voz.

Esses castigos virão também sobre as demais nações e sobre a própria Igreja, se não mostrarem arrependimento e não fizerem penitência.

Na carta a seguir de São João Bosco ao imperador da Áustria-Hungria - naquele tempo o maior chefe de Estado da Europa - encontramos a mesma percepção dessa interrelação.

São João Bosco prenuncia que tempos tempestuosos se avizinham para a Igreja e para as nações.

Esses dias difíceis adviriam como castigo pelo abandono da prática da Lei de Deus.

O santo, então, comunica da parte de Deus ao imperador católico toda uma estratégia de ação política internacional, visando o bem da Igreja e da Cristandade.

Convida-o até a ser o braço armado de Deus Ele próprio: a "vara de Seu poder" e o "benfeitor da humanidade".

São João Bosco
São João Bosco
Infelizmente, o imperador Francisco José não ouviu a voz do Santo dotado de luzes proféticas e não executou o plano político de Deus.

Francisco José se aliou com a Prússia, país protestante com quem Deus lhe dissera de não se aliar.

A Prússia arrastrou o império Austro-Húngaro a uma derrota espantosa na I Guerra Mundial.

Francisco José morreu em 1916 em plena guerra.

Seu império foi dissolvido poucos anos depois.

Eis a carta de São João Bosco:

  
Ao Imperador da Áustria

segunda-feira, 2 de abril de 2018

São João Bosco insiste em outra carta a Pio IX:
o Papa perseguido sairá de Roma

Luis Dufaur
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Turim, 10 de março 1861

Beatíssimo Padre,

Aproveito a oportunidade favorável de que um zeloso cooperador do jornal “L'Armonia” vai a Roma para dirigir duas palavras a Vossa Santidade.

Quantas coisas um pobre sacerdote quereria dizer ao chefe da Cristandade! Reduzamos tudo à máxima brevidade.

Eu direi, entretanto, que após muitos distúrbios, no momento presente estamos em paz, fato que me permite trabalhar livremente em favor de meus jovens e pela impressão das “Leituras Católicas”.

De um ano para cá, nossas escolas cresceram ao quádruplo. Atualmente, na nossa casa temos perto de quinhentos jovens, que dão boas esperanças e se preparam para o estado eclesiástico.

Nosso clero até agora se mantém corajosamente firme; mas aproximam-se grandes provações, e se o Senhor não nos fortificar com sua graça eu temo algum naufrágio.

Promessas, ameaças, pressões são os três inimigos que nos têm atacado; mas agora se avizinha o tempo da perseguição.

Os fiéis são fervorosos; mas a cada dia um grande número passa da tibieza para um indiferentismo apático, que é a maior praga do catolicismo em nossos países.

sábado, 31 de março de 2018

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor.
Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A Santa Ceia: o dom infinito da Eucaristia e o drama

Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Luis Dufaur
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Na Santa Ceia, Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício da Missa.

Para os judeus era a festividade da Páscoa.

Quer dizer da saída do Egito, da libertação da escravidão.

O inicio do caminho para a Terra Prometida.

No centro da refeição estava o cordeiro pascal.

Em lembrança do cordeiro que Moisés mandou sacrificar e comer antes de partir.

Em prefigura do Cordeiro de Deus que viria remir os homens.

E eis que o Cordeiro de Deus estava ai oferecendo Seu próprio Corpo!

Mas Ele estava profundamente triste.

Ele sabia que um dos Apóstolos O tinha traído.

Jesus descobriu a João o sinal do traidor:

o primeiro a pôr a mão no pão consagrado: Judas Iscariotes!

Ele fugiu para praticar o crime combinado com o Sinédrio.

Que situação tristíssima!

Os Apóstolos estavam em decadência espiritual na hora da Paixão.

sábado, 24 de março de 2018

Domingo de Ramos, ontem e hoje

Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Luis Dufaur
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Te aplaudiam, meu Senhor! Te aplaudimos também nós…

Te reconheciam rei de Israel, Hosana Filho de Davi!

Te reconhecemos também nós…

Estendiam suas capas e tapetes no chão em Teu passo.

Fizemos o mesmo também nós...

Agitavam ramos de oliveira e palmas em sinal de alegria!

Nos Domingos de Ramos, agitamos também nós...

segunda-feira, 19 de março de 2018

Don Bosco: o sonho do cavalo vermelho (1862):
a ‘democracia sectária’?, ou o comunismo?

O cavalo vermelho do Apocalipse.
Ottheinrich-Bibel, Bayerische Staatsbibliothek, Cgm 8010
Luis Dufaur
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Don Bosco teve vários sonhos proféticos. Temos citado no nosso blog alguns deles. Um dos mais conhecidos é o do "cavalo vermelho" de que fala o Apocalipse capítulo VI, versículo IV.

Don Bosco viu em sonho esse cavalo simbólico avançar sobre o mundo contemporâneo.

O que simbolizava esse cavalo? Na abalizada edição das "Memorie Biografiche" (volume 7, capítulo 22) vemos que os companheiros do Santo o interpretaram como um símbolo da "democracia sectária" que hostilizava a obra salesiana.

Nada de mais normal, a "democracia sectária" que se espraiava pela Itália no século XIX era filha da Revolução Francesa.

Aliás, poderia se falar que hoje também sobrevive essa mesma "democracia sectária". Ela tem os mesmos objetivos e métodos anticristãos mas apela a argumentos como o "laicismo", a "ideologia de gênero", etc.

Porém, alguns interpretaram - e com fundamento - que o "cavalo vermelho" é também símbolo do comunismo que já produzia seus péssimos efeitos no tempo de Don Bosco.

Na perspectiva da mensagem de La Salette, as duas interpretações têm procedência, pois o comunismo é o filho criminoso da Revolução Francesa. 

E o "cavalo vermelho" do Apocalipse pode significar os dois, ou um ou outro, pois os dois promoveram perseguições sangrentas contra a Igreja, um na continuidade do outro.

A discussão não está encerrada. Apresentamos a nossos leitores, o texto completo de dito sonho segundo a abalizada edição das Memorie Biografiche, para que cada um possa formar sua opinião.

Eis o sono, acompanhado dos comentários dos companheiros do grande Santo italiano:

segunda-feira, 12 de março de 2018

São João Bosco ao Beato Pio IX:
flagelos que virão sobre a Itália, a França e a Igreja

Sonho de São João Bosco comunicado ao Papa Beato Pio IX
Sonho de São João Bosco comunicado ao Papa Beato Pio IX
Luis Dufaur
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Em 5 de janeiro 1870 São João Bosco redigiu uma carta profética endereçada ao Papa reinante, o Beato Pio IX, que foi entregue em 12 de fevereiro de 1870.

Esta carta vai no mesmo sentido daquela que reproduzimos em post anterior: São João Bosco profetiza para o Beato Pio IX: um Papa abandona Roma em ruínas, mas percebe que deve retornar

No dia 6 de janeiro de 1870, festa da Epifania ou dos Reis Magos, se reuniu a segunda Sessão do Concílio Vaticano I.

Nela, os padres conciliares fizeram, um por um a começar pelo Sumo Pontífice, a solene profissão de fé que prescreve o ritual.

Na véspera daquela histórica cerimônia, don Bosco viu num sonho o que segue.

 O próprio Santo escreveu aquilo que viu e ouviu. Trata-se do sonho 75:

segunda-feira, 5 de março de 2018

São João Bosco anuncia a Pio IX:
um Papa abandonará Roma em ruínas, mas voltará

A queda de Roma, Thomas Cole (1801 – 1848). New-York Historical Society.
A queda de Roma, Thomas Cole (1801 – 1848). New-York Historical Society.
Luis Dufaur
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No Segredo de La Salette, Nossa Senhora anunciou um histórico castigo proximamente vindouro sobre a cidade de Roma, com sanguinária perseguição do clero, apostasias inclusive de bispos e destruição de igrejas e conventos.

Entre o 24 de maio e o 24 junho de 1873, São João Bosco escreveu uma carta profética ao bem-aventurado Papa Pio IX, então felizmente reinante em meio a tempestades temíveis suscitadas pelos inimigos da Igreja, internos e externos.

A semelhança de certos aspectos da profecia do grande santo italiano com a previsão de Nossa Senhora em La Salette se patenteia nos termos em que está redigida a carta:

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nossa Senhora Aparecida sai indene da trituração:
sinal do que está vindo?

Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas praticamente intacta, novembro 2017
Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas
praticamente intacta, novembro 2017
Luis Dufaur
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Em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte, uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida de cerca de 60 centímetros foi encontrada intacta no Aterro Sanitário após resistir ao truculento processo de compactação de lixo.

Com grande surpresa os funcionários encontraram intacta a imagem da Santa Mãe de Deus, apenas suja. Os primeiros a localizar e imagem de Nossa Senhora foram o supervisor do local Amarildo Ribeiro Silva e o operador de roçadeira Osmar Pio. O fato se deu no dia 7 de novembro (2017).

Os funcionários acharam a imagem junto a destroços que passaram pelo processo de compactação no caminhão de coleta de lixo.

O lixo é todo desfeito e esmagado já nos próprios caminhões, de forma que o que chega ao aterro sanitário é uma grande mistura para a fase final de esmagamento.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A “fumaça de Satanás” na Igreja
e o silêncio do Vaticano II sobre os “erros da Rússia”

O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima
e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os apóstolos de Fátima resistem diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”



A “guerra dos profetas” gerou nos cinco continentes acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos civis que encheram a história do século XX e cujo enunciado exigiria uma obra enciclopédica. Seja-nos permitido citar apenas dois episódios-auge desse confronto.

O primeiro é relativo ao Concílio Vaticano II. A Irmã Lúcia, a rogos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, implorou às mais altas autoridades eclesiásticas a publicação da terceira parte do Segredo de Fátima em 1960, portanto antes do evento conciliar.

Ainda se discute apaixonadamente por que esse pedido não foi atendido e as consequências catastróficas que se derivaram dessa omissão.

Mas o fato é que, no clima de otimismo instalado no mundo e na Igreja nas décadas pós-Segunda Guerra Mundial, as vozes dos santos, dos mensageiros divinos e de espíritos de fé clarividentes foram tidas como as de “profetas de desgraças” que não compreendiam a felicidade especial do tempo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os apóstolos de Fátima resistem
diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”

A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A essência dos males que afligem o mundo está nos “erros da Rússia”



Duas escolas de profetas: a da “alienação” e a da “desalienação”

Os profetas dos “erros da Rússia” implantaram-nos no mundo inteiro.

Eles visam acabar com toda desigualdade entre os homens que eles odeiam e chamam de “alienação”. E instalar o socialismo e o comunismo, regimes despóticos onde reina a igualdade total ou “desalienação”. Um eco fiel do brado de revolta de Satanás no Céu: “não servirei” (Jer 2,20).

Além dos líderes russos como Stalin, Kruschev e Brezhnev, destacaram-se o chinês Mao Tsé-Tung; os italianos Antonio Gramsci, Palmiro Togliatti e Enrico Berlinguer; os franceses Maurice Thorez e Georges Marchais; os espanhóis Dolores Ibarruri, la Pasionaria, e Santiago Carrillo; o brasileiro Luís Carlos Prestes; o cubano Fidel Castro; o argentino Che Guevara, e ainda muitos outros que a exiguidade de espaço não nos permite elencar.

Em sentido contrário, Maria Santíssima inspirou almas seletas que falaram ao mundo com acentos proféticos no sentido da Mensagem de Fátima.

Um exemplo foi São Maximiliano Kolbe O.F.M., alma de fogo e fundador da “Milícia da Imaculada”, de imensa difusão, sobretudo na Europa Oriental.

Em 11 de fevereiro de 1937, durante um Congresso sobre Nossa Senhora de Lourdes, em Roma na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas, ele afirmou:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A essência dos males que nos afligem está nos “erros da Rússia”

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: A chave das profecias no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)




O que dizem os “erros da Rússia”?

Faltaram pregadores, sacerdotes, teólogos, bispos ou autoridades de condição e conhecimento ainda mais elevados que explicassem para o povo o conteúdo desta “contraprofecia”.

Se esse escuro conteúdo tivesse sido desvendado e condenado pela Igreja, poderia ter sido evitado o afundamento como que irreversível do mundo no caos.

O fato é que, os que sabiam, pouco ou nada ensinaram. E enquanto a humanidade foi durante décadas se deliciando com os prazeres da vida quotidiana, decaindo moralmente, afundando sempre otimista e displicente, o monstro girava em torno de sua casa e entrava pela porta dos fundos.

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja, e hoje tentam o assalto final com as blasfêmias, heresias e profanações mais inauditas.

A maioria dos homens ouve seus uivos assombrada. Alguns tentam reagir, mas não entendem a natureza do mal que os agride. É imprescindível compreendê-lo para saber o que está acontecendo e agir com propriedade.

Para não nos alongarmos, citaremos apenas alguns excertos da petição assinada por 213 Padres Conciliares de 54 países, pedindo ao II Concílio Ecumênico Vaticano a condenação do comunismo.