segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como reconheceremos o enviado de Deus para nos salvar?

Santo Elias
Santo Elias
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Estamos nos Últimos Tempos ou já é o Fim do Mundo?



O bem-aventurado fazia incontáveis indagações e elaborava conjecturas de plausibilidade hierarquizada sobre a vinda de Elias, em espírito ou em pessoa, para nos tirar do abismo de caos e confusão.

Entre outras coisas, perguntava-se se ele viria sozinho, ou acompanhado de Henoc. O se antes viria um deles e depois o outro?

Também indagava se seria um indivíduo ou, pelo contrário, um Elias coletivo, quer dizer, um grupo de apóstolos que cumpririam sua missão (cfr. “Guerra a Deus!”, El Ermitaño, Nº 40, 5-8-1869).

Analisadas todas as hipóteses que passaram ante seu reflexivo espírito, o bem-aventurado julgava mais proveitoso descrever a seus leitores o perfil moral e religioso do Restaurador prometido.

Aquele que preenchesse os requisitos desse perfil seria o salvador de que a Igreja e o mundo têm premente necessidade.

Para esse perfil escolheu um nome: Moisés da Lei da Graça. A Lei da Graça é o Novo Testamento.

Será um Moisés porque foi prefigurado pelo profeta Moisés que liberou os judeus do cativeiro dos egípcios.

O Moisés da Lei da Graça terá o perfil – que pode incluir discípulos organizados – de quem libertará os católicos oprimidos pelo jugo da Revolução:
“Busquemos na historia um modelo, uma figura da situação atual da Igreja, e nela veremos talvez os meios que a Providência dispôs para nos salvar.

“Encontramos tudo quanto apetecemos na missão dada por Deus a Moisés para salvar seu povo escravo no Egito” (“El triunfo da Iglesia”, El Ermitaño, Nº 160, 30-11-1871).

“Assim como Deus salvou Israel da escravidão do rei do Egito pelas mãos de Moisés e de Aarão, assim salvará com seu braço onipotente a sociedade humana do inimigo que agora a escraviza, servindo-se de um apostolado, dando-lhe para isso uma missão a mais extraordinária que tenham visto os séculos” (“París e Roma Guerra!”, El Ermitaño, Nº 98, 22-9-1870).

Vejamos algumas características essenciais que permitem definir e identificar esse Moisés da Lei da Graça.

Moisés conduz o  povo eleito para fora do jugo dos egípcios, vitral da igreja paroquial de Henley-on-Thames, Inglaterra
Moisés conduz o  povo eleito para fora do jugo dos egípcios,
vitral da igreja paroquial de Henley-on-Thames, Inglaterra
1ª - Terá o dom de desvendar a Revolução e desbaratar suas manobras: Moisés disputou contra os Magos do Egito na presença do Faraó.

Os Magos, que por meio de suas artes mágicas mantinham seduzido o povo escolhido, eram prefiguras dos sacerdotes da Revolução. O Faraó prefigurava os poderes políticos que hoje governam a terra.

O Restaurador prometido terá o dom de denunciar ante os homens o que é a Revolução, exorcizar seus chefes diabólicos, confundir seus sequazes humanos e frustrar suas manobras.

E assim como os Magos egípcios realizaram falsos prodígios contra Moisés, assim também os chefes da Revolução desencadearão contragolpes que o Moisés da Lei da Graça repelirá.

2ª - Despertará os católicos para a Revolução instalada na Igreja: ele fará com que os católicos percebam verdadeiramente a abominação da desolação entronizada no próprio santuário de Deus (cfr. Dan, IX-27), quer dizer, na Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Tal denúncia será determinante na renovação da Igreja:
“Elias recomporá as coisas eclesiásticas em sua devida ordem com mão potente, banirá do seio da Igreja os falsos políticos, anticristãos, essas falanges de escritores e doutores que em nome de Cristo seduzem os povos, e limpará o templo de Deus das abominações com que o emporcalham os maus católicos” (“La guerra al imperio universal”, El Ermitaño, Nº 102, 20-10-1870).

3ª - Chegará quando todos terão perdido a esperança de uma resgate: o Pe. Palau não queria fixar data para a vinda do Restaurador que anunciava. Imaginava que sua irrupção se daria quando o resto dos fiéis estivesse desesperançado e deprimido:
“Não há dia nem hora. Quando ninguém, nem sequer os carmelitas, o aguardarão, nem acreditarão nele” (“Tres días de tinieblas”, El Ermitaño, Nº 119, 16-2-1871).

Moisés, com Aarão a seu lado, enfrenta o faraó e derrota os sacerdotes do demônio.  Gravura de Gustave Doré (1832 — 1883)
Moisés, com Aarão a seu lado, enfrenta o faraó e derrota os sacerdotes do demônio.
Gravura de Gustave Doré (1832 — 1883)

4ª - Organizará o resto dos bons contra a Revolução: virá especialmente para insuflar novo ânimo aos restos de catolicismo, vai organizá-los no mundo inteiro e pô-los em ordem de batalha contra a Revolução:
O objeto principal da missão de Elias será arregimentar todos os elementos católicos fiéis a Deus” (“Cálculos del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 163, 21-12-1871).

“Seguindo o seu exemplo, os elementos católicos que tiverem perseverado em meio às provas terríveis a que serão expostos, recuperarão vida, virtude, força.” (“El triunfo de la Iglesia”, El Ermitaño, Nº 97, 15-9-1870).

5ª - Pregará penitência: não terá as aparências lisonjeiras do mundo e da carne. Conclamará indivíduos e nações a adorarem o Deus verdadeiro que haviam abandonado, e queimarem o ídolo da Revolução. Quer dizer, pregará penitência:
Não aguardeis da política outra coisa senão enganos e traições. A restauração não virá daqui: virá do Céu, e nos será trazida por homens que vestidos de uma tosca túnica de pano, anunciarão ao mundo penitência” (“La Restauración”, El Ermitaño, Nº 141, 20-7-1871).

Suas palavras e seu exemplo terão a singular virtude de reavivar o espírito das nações, revigorar suas elites, restaurar seus princípios fundamentais e conduzi-las poderosamente assim à conversão:
“se vem a restauração verdadeira, que consiste na conversão a Deus de todas as nações e de seus reis, o restaurador não pode ser um rei, mas um apóstolo” (“Anarquía social”, El Ermitaño, Nº 113, 5-1-1871).

Restabelecerá a ordem social sobre suas próprias bases” (“El Carmelo en 16 de julio de 1870”, El Ermitaño, Nº 89, 21-7-1870).

6ª - Será perseguido, inclusive pelos falsos cristãos: o Beato Palau não forjou uma ideia triunfalista da vida e do apostolado do Moisés da Lei da Graça prometido. Pelo contrário, dava por certo que ele seria incompreendido e perseguido pela Revolução.

Também nisso será semelhante a Nosso Senhor Jesus Cristo:
Moisés, vitral da catedral de Edinburgo, Escócia
Moisés, vitral da catedral de Edimburgo, Escócia
“A política farisaica prometia ao povo judeu um Messias. A Fé verdadeira dos profetas da Igreja prometia também um Messias.

“Veio o Messias, e a política não o reconheceu, não era aquele que estavam aguardando, não era o que desejavam. Não era o deles, e o crucificaram.

“Assim acontecerá agora: (...) Virá o Restaurador, e não sendo aquele que a política promete, deseja, quer e espera, não sendo um rei que distribui honrarias, dignidades, empregos, dinheiro, mas um profeta, um mártir que nos acompanha ao martírio, a política farisaica lhe fará uma guerra atroz” (“La noche del año 1872”, El Ermitaño, Nº 165, 4-1-1872).

Os maus católicos não quererão saber nem de penitência nem de sacrifício. Entrarão em combinações com a Revolução para impedir ou deturpar a obra do Moisés da Lei da Graça e, por fim, confabularão para persegui-lo, a ele e seus seguidores:
“será desprezado e horrivelmente perseguido pelos próprios católicos, porque são esses os que perderam o mundo com sua incredulidade.

“Os eleitos se unirão a ele e os maus católicos formarão contra ele uma liga juntamente com os reis apóstatas” (“El Carmelo en 16 de julio de 1870”, El Ermitaño, Nº 89, 21-7-1870).



Vídeo: Beato Palau: Deus restaurará logo a sociedade humana







A previsão de uma missão para restaurar a Igreja e a Civilização Cristã executada por um indivíduo não é exclusiva do Beato Palau.

Ela se encontra em diversos escritos de inspiração profética e em visões ou revelações recebidas por almas virtuosas ou santas.

É interessante comparar, a este propósito, os escritos do bem-aventurado com a visão da Venerável Madre Mariana Francisca de Jesus Torres e Berriochoa, abadessa do convento da Imaculada Conceição de Quito (Equador). Ao que tudo indica, o Pe. Palau não teve conhecimento nem foi influenciado por essa revelação privada, acontecida séculos antes num continente remoto.

No dia 2.2.1634, estando em oração, a Serva de Deus viu apagar-se a lamparina do Santíssimo. No momento em que ia se levantar para reacendê-la, a Santíssima Virgem do Bom Sucesso, muito venerada no mosteiro, apareceu-lhe e disse:

“A lamparina que arde diante do altar e que viste apagar-se tem muitos significados:

"O primeiro é que no fim do século XIX, avançando por grande parte do século XX, várias heresias se propagarão nestas terras, então, república livre.

"E com o domínio delas, apagar-se-á nas almas a luz preciosa da Fé, pela quase total corrupção dos costumes. Nesse período haverá grandes calamidades físicas e morais, públicas e privadas.

"O pequeno número de almas que conservará oculto o tesouro da Fé e das virtudes sofrerá um cruel, indizível e prolongado martírio. Muitas delas descerão ao túmulo pela violência do sofrimento e serão contadas como mártires que se sacrificaram pela Igreja e pela Pátria.

"Para a libertação da escravidão destas heresias, aqueles a quem o amor misericordioso de meu Filho Santíssimo destinará para esta restauração, necessitarão de grande força de vontade, constância, valor e muita confiança em Deus.

“Para pôr à prova esta fé e confiança dos justos, haverá ocasiões em que tudo parecerá perdido e paralisado. Será, então, o feliz princípio da restauração completa". (...)

"Ora com instância, clama sem cansar-te e chora com lágrimas amargas no segredo de teu coração, pedindo a nosso Pai Celeste que, (…) Se compadeça de seus Ministros e ponha termo quanto antes a tempos tão nefastos, enviando a esta Igreja o Prelado que deverá restaurar o espírito de seus Sacerdotes.

“A esse filho meu muito querido amamos, meu Filho Santíssimo e Eu, com amor de predileção, pois o dotaremos de uma capacidade rara, de humildade de coração, de docilidade às divinas inspirações, de fortaleza para defender os direitos da Igreja, e de um coração terno e compassivo, para que, qual outro Cristo, assista o grande e o pequeno, sem desprezar o mais desafortunado que lhe peça luz e conselho em suas dúvidas e amarguras. (..).

“Em sua mão será posta a balança do Santuário para que tudo se faça com peso e medida e Deus seja glorificado.

"Para evitar que venha logo este Prelado e Pai, concorrerá a tibieza de todas as almas consagradas a Deus, no estado sacerdotal e religioso.

"Esta, aliás, será a causa de o maldito satanás apoderar-se destas terras, onde ele tudo obterá por meio de gente estrangeira e sem Fé, tão numerosa que, como uma nuvem negra, toldará o límpido céu da então república consagrada ao Sacratíssimo Coração de meu Divino Filho.

"Com essa gente entrarão todos os vícios, que atrairão, por sua vez, toda sorte de castigos, como a peste, a fome, disputas internas e com outras nações, e a apostasia, causa da perdição de um considerável número de almas, (...)

"Para dissipar essa nuvem negra, que impede a Igreja de gozar o claro dia da liberdade, haverá uma guerra formidável e espantosa, na qual correrá sangue de nacionais e de estrangeiros, de Sacerdotes seculares e regulares, e também de religiosas. Esta noite será horrorosíssima, porque, humanamente, o mal parecerá triunfante.

"Será chegada, então, a minha hora, em que Eu, de forma maravilhosa, destronarei o soberbo e maldito satanás, calcando-o debaixo dos meus pés e acorrentando-o no abismo infernal.”

(Fonte: Padre Manuel Sousa Pereira, Vida Admirável de Madre Mariana de Jesus Torres, Editora Petrus, SP, 652 pp., tomo II, cap. XIV págs. 467-472).




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Santo Natal e Feliz Ano Novo 2018!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) nasceu numa capelinha esquecida
como a gruta de Belém

Luis Dufaur
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Em 24 de dezembro de 1818, a canção “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (Áustria). Foi na Missa do Galo na minúscula capelinha de São Nicolau.

Estavam presentes o pároco Pe José Mohr, o músico e compositor Franz Xaver Gruber com seu violão, e o pequeno coro da esquecida aldeia. No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois últimos versos.

Naquela véspera de Natal nasceu a música que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo. Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa.

Há muitas histórias sobre a origem dessa canção. Entretanto, a verdadeira é simples e risonha como a canção ela própria.

O Pe. Joseph Mohr, jovem sacerdote, compôs a letra em 1816. Ele estava encarregado da igreja rural de Mariapfarr, Áustria. Seu avô morava perto e é fácil imaginar que ele criou o texto enquanto caminhava para visitar seu ancião parente.

Nenhum evento particular inspirou o Pe. José para escrever a poética canção do nascimento de Jesus.

Em 1817 ele foi transferido para Oberndorf.

Na véspera do Natal de 1818 o Pe. José visitou seu amigo, o professor de música Franz Gruber, que morava num apartamentinho acima da escolinha da vizinha aldeia de Arnsdorf. Mostrou-lhe o poema e pediu-lhe uma melodia para a Missa do Galo daquela noite.

Quando aqueles dois homens acompanhados pelo coro cantavam por vez primeira em pé diante do altarzinho da capela de São Nicolau, o Stille Nacht! Heiligen Nacht! não faziam ideia da repercussão que o fato teria no mundo.

Karl Mauracher, mestre construtor e reparador de órgãos viajou várias vezes a Oberndorf para consertar o órgão.

Numa das viagens obteve a partitura e a levou para sua terra. Foi assim, também despretensiosamente, que começou a difusão.

De início, nem tinha nome e era chamada de “canção folclórica tirolesa”.

A capelinha de São Nicolau, em Oberndorf, Áustria,
onde foi cantado pela primeira vez o “Stille Nacht”
Duas famílias que viajavam cantando canções populares do vale de Ziller incorporaram a peça a seu repertório e a entoaram em dezembro de 1832 em Leipzig num concerto de música folclórica.

A partir de então a difusão progrediu como mancha de azeite.

Por fim, a família Rainer cantou o “Stille Nacht” na presença do imperador da Áustria Francisco I e do czar da Rússia Alexandre I.

A canção natalina passou a ser a preferida do rei Frederico Guilherme IV da Prússia.

O Pe. José morreu pobremente na cidadinha de Wagrain, nos Alpes, como pároco. Ele doou todos os seus bens para a educação das crianças.

O inspetor escolar de São Johann, num relatório ao bispo, descreve o Pe. José como um amigo dos fiéis, sempre perto dos pobres e um pai protetor.

Seu nome foi esquecido por todos até ser recuperado posteriormente.

A família de Franz Xaver Gruber conservou alguns dos humildes móveis do músico e o violão daquela noite abençoada, hoje peça histórica.

O túmulo de Franz é decorado com uma árvore de Natal todos os meses de dezembro.

Hoje, todas as vigílias de Natal, uma recolhida multidão
se reúne em volta da capelinha para cantar o “Stille Nacht”
A imagem dos dois co-autores está nos vitralzinhos da capelinha de São Nicolau.

Assim é a riqueza insondável da Igreja: faz nascer no coração dos humildes e despretensiosos frutos de graça, perfeição e beleza que os gênios naturalmente mais dotados do mundo jamais conseguem superar.

Essa é a causa sobrenatural do insondável mistério que faz da Civilização Cristã a obra prima por excelência sobre a face da Terra.

Ela é o bem supremo dos homens logo abaixo, e só abaixo, da Igreja Católica, Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, única Igreja verdadeira.





“Stille Nacht, Heilige Nacht” (“Noite Feliz”, ou “Noite silenciosa, noite santa”, Áustria)




segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A “fumaça de Satanás” na Igreja
e o silêncio do Vaticano II sobre os “erros da Rússia”

O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima
e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
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continuação do post anterior: Os apóstolos de Fátima resistem diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”



A “guerra dos profetas” gerou nos cinco continentes acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos civis que encheram a história do século XX e cujo enunciado exigiria uma obra enciclopédia. Seja-nos permitido citar apenas dois episódios-auge desse confronto.

O primeiro é relativo ao Concílio Vaticano II. A Irmã Lúcia, a rogos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, implorou às mais altas autoridades eclesiásticas a publicação da terceira parte do Segredo de Fátima em 1960, portanto antes do evento conciliar.

Ainda se discute apaixonadamente por que esse pedido não foi atendido e as consequências catastróficas que se derivaram dessa omissão.

Mas o fato é que, no clima de otimismo instalado no mundo e na Igreja nas décadas pós-Segunda Guerra Mundial, as vozes dos santos, dos mensageiros divinos e de espíritos de fé clarividentes foram tidas como as de “profetas de desgraças” que não compreendiam a felicidade especial do tempo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os apóstolos de Fátima resistem
diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”

A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A essência dos males que afligem o mundo está nos “erros da Rússia”



Duas escolas de profetas: a da “alienação” e a da “desalienação”

Os profetas dos “erros da Rússia” implantaram-nos no mundo inteiro.

Eles visam acabar com toda desigualdade entre os homens que eles odeiam e chamam de “alienação”. E instalar o socialismo e o comunismo, regimes despóticos onde reina a igualdade total ou “desalienação”. Um eco fiel do brado de revolta de Satanás no Céu: “não servirei” (Jer 2,20).

Além dos líderes russos como Stalin, Kruschev e Brezhnev, destacaram-se o chinês Mao Tsé-Tung; os italianos Antonio Gramsci, Palmiro Togliatti e Enrico Berlinguer; os franceses Maurice Thorez e Georges Marchais; os espanhóis Dolores Ibarruri, la Pasionaria, e Santiago Carrillo; o brasileiro Luís Carlos Prestes; o cubano Fidel Castro; o argentino Che Guevara, e ainda muitos outros que a exiguidade de espaço não nos permite elencar.

Em sentido contrário, Maria Santíssima inspirou almas seletas que falaram ao mundo com acentos proféticos no sentido da Mensagem de Fátima.

Um exemplo foi São Maximiliano Kolbe O.F.M., alma de fogo e fundador da “Milícia da Imaculada”, de imensa difusão, sobretudo na Europa Oriental.

Em 11 de fevereiro de 1937, durante um Congresso sobre Nossa Senhora de Lourdes, em Roma na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas, ele afirmou:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A essência dos males que nos afligem está nos “erros da Rússia”

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A chave das profecias no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)




O que dizem os “erros da Rússia”?

Faltaram pregadores, sacerdotes, teólogos, bispos ou autoridades de condição e conhecimento ainda mais elevados que explicassem para o povo o conteúdo desta “contraprofecia”.

Se esse escuro conteúdo tivesse sido desvendado e condenado pela Igreja, poderia ter sido evitado o afundamento como que irreversível do mundo no caos.

O fato é que, os que sabiam, pouco ou nada ensinaram. E enquanto a humanidade foi durante décadas se deliciando com os prazeres da vida quotidiana, decaindo moralmente, afundando sempre otimista e displicente, o monstro girava em torno de sua casa e entrava pela porta dos fundos.

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja, e hoje tentam o assalto final com as blasfêmias, heresias e profanações mais inauditas.

A maioria dos homens ouve seus uivos assombrada. Alguns tentam reagir, mas não entendem a natureza do mal que os agride. É imprescindível compreendê-lo para saber o que está acontecendo e agir com propriedade.

Para não nos alongarmos, citaremos apenas alguns excertos da petição assinada por 213 Padres Conciliares de 54 países, pedindo ao II Concílio Ecumênico Vaticano a condenação do comunismo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A chave das profecias
no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)

1917-2017 século marcado pelo choque de duas profecias: a de Nossa Senhora em Fátima pedindo conversão e advertindo sobre a Rússia e a do comunismo infernal na Rússia anunciando a conquista do mundo
1917-2017 século marcado pelo choque de duas profecias:
a de Nossa Senhora em Fátima pedindo conversão e advertindo sobre a Rússia
e a do comunismo infernal na Rússia anunciando a conquista do mundo
Luis Dufaur
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No mesmo ano de 1917 em que Lênin prometia na Rússia o triunfo universal do comunismo, Nossa Senhora assegurava em Fátima o triunfo do seu Imaculado Coração.

Há um embate profético que acena para um desfecho colossal.

E essa é a chave que nos permite ordenar as profecias relativas à nossa época.

Em 13 de julho de 1917, num simpático e esquecido vilarejo de Portugal, Nossa Senhora revelou a três pastorinhos um segredo carregado de anúncios.

Tratava-se de uma profecia que julgava toda uma era histórica, vaticinava o seu futuro e lhe anunciava um desfecho trágico, mas triunfal.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Estamos nos Últimos Tempos ou já é o Fim do Mundo?

O beato fazia seus exames anuais de consciência no rochedo 'Es Vedrà'. Instalou nesse contexto os personagens literários do 'El Ermitaño'
O beato fazia seus exames de consciência anuais no rochedo 'Es Vedrà'.
Instalou nesse contexto as personagens literárias do 'El Ermitaño'
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Quem virá nos salvar? O profeta Elias, ou alguém com seu espírito?





Para o Beato Palau, o pecado de Revolução é de tal gravidade que sua punição exigiria o fim do mundo.

Porém, ele tinha certeza de que Deus, a rogos da Santíssima Virgem, teria piedade da humanidade pecadora e que Sua clemência suavizaria os castigos infligidos pelo pecado de Revolução.

Em consequência, a misericórdia divina abriria um parêntese histórico: uma era de esplendor sem igual da Igreja e da civilização cristã.

A parte do castigo devida por Justiça ficaria pendente como uma espada de Dâmocles: quando os homens reincidissem na Revolução, Deus encerraria o parêntese e se desencadeariam os episódios trágicos e grandiosos do fim do mundo.

Desta maneira, o bem-aventurado refletia habitualmente sobre dois horizontes históricos distintos, mas muito semelhantes:

1. O dos castigos, também anunciados em nossa era por Nossa Senhora em Fátima; e

2. O fim do mundo.

Aquilo que se diz de cada um desses horizontes pode-se aplicar ao outro por analogia e com as necessárias adaptações.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Quem virá nos salvar? O profeta Elias ou alguém com seu espírito?

Santo Elias, Monte Carmelo, Terra Santa,  mosteiro de Elias, estátua onde exterminou os profetas de Baal.
Santo Elias, Monte Carmelo, Terra Santa,
mosteiro de Elias, estátua onde exterminou os profetas de Baal.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Está nos planos de Deus uma missão extraordinária para nos libertar



O Beato Palau era consumido pelo desejo de que viesse o próprio profeta Elias em pessoa, a mandos do próprio Deus para libertar a Igreja e a Civilização da ditadura da Revolução (ver Beato Palau: Deus dispôs uma missão extraordinária para nos libertar).

Mas reconhecia que poderia não se tratar dele próprio, mas de alguém revestido de seu espírito e de sua missão.

Quer dizer, de outra pessoa que merecesse ser chamada de Elias por semelhança de perfil moral, virtudes e tarefa providencial.

“Será Elias o tesbita, aquele próprio que profetizou durante o reinado de Acab e Jesabel, reis de Israel? Não sabemos.

“Mas não tem nada contra a fé acreditar que seja um homem qualquer, um pescador como Pedro, o filho de um marceneiro como Jesus, um pobre homem, ignorante segundo a ciência do mundo, mas sábio para sua missão” (“Cálculos del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 163, 21-12-1871).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O mistério do retorno de Elias e Henoc

Santo Elias raptado num carro de fogo diante de Santo Eliseu.  Juan de Valdés Leal  (1622 - 1690), igreja de Nossa Senhora do Carmo, Córdoba, Espanha.
Santo Elias raptado num carro de fogo diante de Santo Eliseu.
Juan de Valdés Leal  (1622 - 1690), igreja de Nossa Senhora do Carmo, Córdoba, Espanha.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Beato Palau: Deus dispôs uma missão extraordinária para nos libertar



Elias e Henoc: dois profetas do Antigo Testamento ainda vivos

De acordo com as Escrituras, o profeta Elias foi raptado aos Céus num carro de fogo na presença de seu discípulo e sucessor Santo Eliseu:

“eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num turbilhão. Vendo isso, Eliseu exclamou: Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel! E não o viu mais.” (II Re, 2, 11-12)

O arrebatamento do profeta teria acontecido no ano 914 a. C., quando Elias tinha não menos de 46 anos.

É doutrina líquida entre os Padres e Doutores da Igreja que Santo Elias não morreu mas que se mantém em vida por disposição divina, aguardando para voltar no fim dos tempos e lutar contra o Anticristo.

Junto com ele, se encontraria Santo Henoc (escreve-se também: Enoc e Enoque), do qual a Bíblia ensina igualmente que foi levado vivo da Terra:

“Após o nascimento de Matusalém, Henoc andou com Deus durante trezentos anos, (...) Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou.” (Gen, 5, 22-24) e

“Henoc agradou a Deus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações à penitência” (Eccl, XLIV, 16).
Henoc teria sido levado da Terra por volta do ano 3.019 a.C., 987 anos após a criação de Adão, quando tinha 365 anos (viveu antes que Deus diminuísse a duração da vida dos homens).

Mistérios da vida deles

Onde se encontram? Como vivem? Têm contato com a Terra? Em quais condições vão regressar?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Beata Aiello: “Falsos profetas”, conspiração da imoralidade,
flagelo da Rússia e a intervenção de Nossa Senhora

Beata Elena Aiello: mística que desde o leito dirigia grande obra de caridade
Beata Elena Aiello: mística que desde o leito dirigia grande obra de caridade
Luis Dufaur
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Continuação no post anterior: “Beata Elena Aiello: mensagens que ratificam La Salette e Fátima”



Ouvindo esses avisos [N.R.: conferir post anterior], Irmã Elena atreveu-se a perguntar: “O que será da Itália que amo tanto?”

E ouviu severas palavras:

“Nela se cometem muitos pecados.

“Falsos profetas circundam o Cristo na terra. Essas almas me ferem mais que os pecadores [...].

“O demônio desencadeou a mais terrível batalha contra Deus e a Igreja, e levou muitas almas pela via da perdição [...]”.

Também em La Salette, Nossa Senhora advertiu contra os maus eclesiásticos – “falsos profetas” – que, apresentando-se como teóricos ou justificadores da imoralidade com sofismas teológicos diversos, precipitam os institutos religiosos e grande número de simples fiéis em abismos insondáveis de corrupção.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O Milagre do Sol: aviso misericordioso
para um mundo que fecha olhos e ouvidos

Atividade solar, reconstituída nos laboratórios da NASA com base em fotografias de tempos normais
Atividade solar normal montada com fotografias recentes dos laboratórios da NASA.
A animação giratória não é natural e foi obtida por montagem técnica.
Mas permite imaginar como teria sido o Milagre do Sol, fenômeno que saiu do normal.
Marcos Luiz Garcia

escritor, conferencista
e colaborador da ABIM






Neste 13 de outubro [2017], comemoramos cem anos das maiores manifestações de amor e de zelo materno da Santíssima Virgem para conosco em Fátima.

Na aparição do 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora insistiu na reza diária do Terço, respondendo à Lúcia que a alguns doentes Ela curaria, mas a outros não.

E explicou por que: “É preciso que se emendem, que peçam perdão de seus pecados”.

E, tomando um aspecto triste, disse: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”. E desapareceu.

Em seguida, aconteceu o que Ela anunciara em setembro:

“Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos [apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro]:

“Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

“A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

“Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A solução está em Aparecida e não em Brasília

Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No Terceiro Centenário de Nossa Senhora Aparecida


Existem devoções nacionais a Nossa Senhora, como é o caso de Aparecida, da mesma maneira que há grandes invocações que têm uma realeza entre as invocações de Nossa Senhora, como é o caso de Nossa Senhora do Rosário.

Quase não existe um país da Terra que não tenha uma grande devoção a Nossa Senhora e de que Ela não seja, debaixo de algum título, a Padroeira.

Também existem as invocações a Nossa Senhora das regiões e das cidades, como é, por exemplo, Nossa Senhora da Penha, em São Paulo.

E, às vezes, ainda há imagens de Nossa Senhora particularmente invocadas numa paróquia, numa parte de uma cidade, etc.

Há até famílias que têm uma devoção especial por alguma imagem de Nossa Senhora por alguma relação especial dEla com aquela família.

Por exemplo, na minha família paterna há devoção a Nossa Senhora da Piedade, é mais uma acomodação desse trato de Nossa Senhora com os homens, individualmente.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Beata Elena Aiello: mensagens divinas
tornam candentes os avisos de Fátima e La Salette

Beata Elena Aiello, jovem religiosa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Bem-aventurada Elena Emília Aiello é pouco conhecida no Brasil.

Mas bem mereceria sê-lo muito mais. Como na sua Itália natal, onde sua fama de santidade e a benemérita atividade caritativa da Ordem que ela fundou estão sempre crescendo.

A Beata é também famosa pelos dons sobrenaturais com que foi beneficiada pelo Altíssimo. Recebeu os estigmas e numerosas revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nelas, Ele se mostra primordialmente preocupado, e até agoniado – se se pode dizer assim – pela degringolada da ordem política e social dos países até então católicos, em particular da Itália.

Com insistente premência, Ele retoma as palavras de Sua Santíssima Mãe em Fátima, colocando como que uma lente de aumento sobre os males que ameaçam o mundo, a Igreja e o Papado se os homens não fizerem penitência.

Essas mensagens foram especialmente intensas na década de 1950, marcada por um otimismo enganoso que predispôs o ambiente psicológico que penetrou em todas as esferas, inclusive na eclesiástica, e influenciou a fundo as elaborações do Concílio Vaticano II.

Mas essas advertências haviam começado décadas antes. Cabe destacar a correspondência da Bem-aventurada Aiello com a irmã do então líder máximo da Itália, Benito Mussolini, exortando o duce a não se engajar na fatídica II Guerra Mundial. Tratou-se de Edvige Mussolini (1888 – 1952), casada com Michele Mancini.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Beato Palau: Deus dispôs
uma missão extraordinária para nos libertar

Santo Elias primeiro devoto de Nossa Senhora no Monte Carmelo
Santo Elias primeiro devoto de Nossa Senhora no Monte Carmelo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: a verdadeira Política se decide na presença de Deus



No Consistório apresentado pelo Pe. Palau onde verdadeiramente se decide o destino os homens (ver post anterior), certamente um lugar de fabulosas oposições, o bem-aventurado via algo parado.

Todos aguardavam o instante em que Deus enviaria alguém investido de uma missão para libertar as almas boas que se sentem cada vez mais oprimidas pela Revolução inspirada pelo inferno.

Quem seria o encarregado de executar essa missão na Terra? Seria o profeta Elias, como fazem entender passagens bíblicas e a opinião de Doutores da Igreja?

Ou seria alguém que agirá com os poderes do próprio Santo Elias, provavelmente secundado por discípulos?

O profeta Elias, cujo nome significa “Deus é o Senhor”, é um dos maiores do Antigo Testamento. Sua importância cresceu porque ele não teria morrido, mas foi levado aos céus em um carro de fogo (2Reis 2).

Pela sua importância, o profeta Malaquias diz: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Malaquias 3,23)

A Bíblia assim apresenta o profeta: “Elias, tesbita, um dos habitantes de Galaad...” (1Reis 17,1) Sua gesta é contada a partir do capítulo 17 de 1Reis. Elias não teria morrido e habita num local desconhecido que os teólogos discutem.

O nome tesbita provém de sua cidade natal Tesba, ou Tisbé, em Galaad, hoje desaparecida.

Elias volta a aparecer na Transfiguração ao lado de Cristo e Moisés, e, segundo opinião dominante, é uma das duas testemunhas que reaparecerão no fim do mundo para pregar contra o Anticristo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Beato Palau: a verdadeira Política se decide na presença de Deus

Detalhe da Disputa do Ssmo Sacramento,  Rafael Sanzio (1483-1520), Stanza del Sello, Vaticano.
Santos e doutores trocam ideias sobre o Santíssimo, mas participam filósofos e artistas até anticristãos.
O Beato Palau imaginava a humanidade aos pés de Deus digladiando
em torno das maiores questões - a Política - da qual depende o mundo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Pe. Palau via na Revolução universal conduzida pelo demônio contra Cristo e a Igreja o grande assunto político em torno do qual giram as questões realmente importantes.

Ele não pensava na agitação mesquinha dos políticos profissionais ou dos jornais de seu tempo, mas da Política com P maiúsculo.

Ou seja, aquela na qual se debate o mais precípuo dos fins terrenos do homem: o bem comum na prática das virtudes e seu destino eterno no Céu, ou, por oposição, o caos revolucionário e a perdição irrevogável no inferno.

Segundo ele, a política é por excelência um assunto para as inteligências. Nela não participam os seres sem intelecto.

Mas insistia que os ímpios e os míopes supõem que nela só participam as inteligências humanas, quando na realidade participam também as angélicas e as demoníacas. E, por cima de todas elas, o Juiz Supremo do universo e sua Corte celeste.

Sendo a Revolução a questão política central da qual depende o destino do mundo, o Beato Palau fazia estas interrogações:

O que fará Deus? Deixará tudo ser tragado pela Revolução? Destruirá o mundo em virtude do pecado revolucionário? Ou, pelo contrário, em atenção a Suas promessas, o resgatará da conjuração de Satanás?

O bem-aventurado tinha certeza de que Deus preparava a restauração do mundo. Como o faria? Quando? O que faltava? Que fatores apressavam ou retardavam o momento em que Nosso Senhor dirá “basta” à Revolução?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mais santos e beatos que elogiaram
e recomendaram a aparição de La Salette

São João Maria Vianney: “Monsenhor, há poucos sacerdotes em vossa diocese que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
São João Maria Vianney: “Monsenhor, há poucos sacerdotes em vossa diocese
que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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São João Maria Vianney

O célebre Cura de Ars, São João Maria Vianney (1786-1859), foi ordenado sacerdote na catedral de Grenoble, diocese da maravilhosa aparição. Ele foi acusado pelas maledicências de ser contra La Salette, sofrendo também análogas difamações.

Certa feita Maximin foi-lhe apresentado às pressas, e ocorreu um mal entendido que foi aproveitado contra os dois.

Tendo em vista desfazer essa confusão, Mons. de Bruillard, bispo de Grenoble, enviou carta ao santo sacerdote pedindo que desmentisse as murmurações.

Assim o fez São João Maria Vianney numa resposta onde podemos avaliar toda sua devoção à aparição:

“Ars, 5 de dezembro de 1850

“Monsenhor,

“Tenho uma grande confiança em Nossa Senhora de La Salette. Faço vir água da fonte. Abençoo e distribuo grande quantidade de medalhas e imagens representando esse fato.

“Distribuo pedacinhos da pedra sobre a qual a Santa Virgem teria sentado. Levo um pedaço continuamente comigo e até o fiz colocar num relicário.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fátima: a Misericórdia e a Justiça de Nossa Senhora

Detalhe dos fiéis em Fátima olhando para o Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917
Detalhe dos fiéis em Fátima olhando para o Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917
Marcos Luiz Garcia

escritor, conferencista
e colaborador da ABIM







No dia 13 de setembro comemoram-se os cem anos da quinta aparição de Nossa Senhora.

eve-se ressaltar que nessa quinta aparição compareceram na Cova da Iria entre 15 e 20 mil pessoas.

Isso mostra de um lado como essas aparições se propagaram e, de outro, como Nossa Senhora já agia no fundo das almas visando atraí-las para a sua Mensagem salvadora.

Sempre solícita e procurando comover aqueles corações ávidos de Deus, nessa aparição Nossa Senhora se esmerou em apresentar algo de muito atraente, conforme relata a Irmã Lúcia em suas memórias:

“...o súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do Sol até ao ponto de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas irisadas ou flocos de neve que desapareciam antes de pousarem na terra.

“Em particular, foi notado desta vez um globo luminoso que se movia lenta e majestosamente pelo céu, do nascente para o poente e, no fim da aparição, em sentido contrário”.

Portanto, um cenário maravilhoso para relacionar aquela manifestação com o Céu e, certamente, com o Triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Mais uma vez Nossa Senhora pediu-lhes que rezassem o Terço todos os dias para alcançar o fim da guerra, prenunciando assim sua misericórdia com o mundo pela cessação da primeira guerra mundial.

Em seguida, Ela disse: “Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo”.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

São João Bosco e a aparição de La Salette

São Pio X a Mons. Cecchini (bispo que presidiu os funerais de Mélanie): “E nossa santa?”. Foto colorida a posteriori
São Pio X a Mons. Cecchini (bispo que presidiu os funerais de Mélanie):
“E nossa santa?”.
Foto colorida a posteriori
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em posts anteriores tivemos ocasião de apresentar o testemunho de Santos que emitiram pareceres favoráveis à aparição de La Salette e, também da vidente Mélanie.

Entre eles sobressaem pela sua autoridade as atitudes do Beato Papa Pio IX contemporâneo da aparição, e São Pio X Papa de 1903 até 1914.

Veja mais: Opiniões favoráveis dos Papas São Pio X e Beato Pio IX sobre La Salette 

Também dedicamos um post especial ao depoimento de Santo Aníbal de Francia (1851-1927) que foi durante anos diretor espiritual da vidente Mélanie.

Leia mais: Santo Aníbal Di Francia: testemunha excepcional 

Consagramos este e o post subsequente a aprovações e manifestações de simpatia e devoção de outros santos canonizados pela Igreja, ou de almas de reconhecida virtude.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Rússia será católica!

Nossa Senhora de Fátima. Fundo: Moscou
Luis Dufaur
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“A Rússia será católica?” não é a interrogação de um sonhador. Em Fátima, Nossa Senhora patenteou predileção por esse país de dimensões imperiais ao dar entender que a instauração de seu Reino na terra teria como prolegômenos a conversão do mundo russo ao catolicismo.

Com efeito, a Providência suscitou grandes almas que consagraram suas vidas à conversão da Rússia dos Czares. Algumas delas abandonaram os erros que erodiam o país e se converteram no século XIX.

Elas intuíram com fé e muito raciocínio que o dia glorioso da conversão da Rússia acabará chegando.

Foi o caso do Pe. Ivan Gagarin, príncipe russo que ingressou na Companhia de Jesus e é autor de um livro que fez sensação em sua época: “A Rússia será católica?” (La Russie sera-t-elle catholique?, Paris, 1856). O professor Roberto de Mattei acaba de lhe dedicar dois substanciosos artigos em seu site “Corrispondenza Romana”.